Análise: mercado de celulares cairá 13% em 2020, o pior cenário da década

Por Rubens Eishima | 03 de Abril de 2020 às 10h00
Divulgação/Xiaomi

Os impactos da COVID-19 na economia ainda estão em curso, mas pelo menos um mercado deve ser atingido fortemente neste ano, o de telefones celulares. Segundo a consultoria CCS Insight, o mercado global dos aparelhos móveis deve cair 13% em vendas, registrando o menor valor em uma década.

A CCS Insight estima que serão vendidos neste ano 1,57 bilhão de celulares. Isoladamente, os smartphones cairão de 1,41 bilhão de unidades vendidas em 2019 para 1,26 bilhão em 2020. 

A análise da empresa identificou três influências da pandemia da COVID-19 nas vendas de celulares:

  • Redução na demanda dos consumidores devido às recomendações de isolamento físico
  • Desaceleração na cadeia produtiva e de distribuição de aparelhos
  • Os efeitos prolongados na economia global mesmo após o fim da pandemia

Mesmo para o segundo semestre deste ano, a CCS Insight prevê que o ambiente econômico estará desaquecido, fazendo com que muitos clientes (individuais e empresariais) adiem novas compras e trocas de aparelhos, mesmo com a crescente importância de celulares na atual situação. A consultoria estima que até mesmo o último trimestre do ano terá vendas inferiores às do ano passado.

Apesar do pessimismo, a previsão é que as vendas se recuperem fortemente já em 2021, com um crescimento de 12% – alcançando um patamar próximo ao de 2019. Para 2022 a previsão é de outro crescimento, com vendas de celulares na casa de 2 bilhões de unidades, superando os outros anos da década.

Apesar da forte queda em 2020, mercado se recupera já em 2021 (imagem: CCS Insight)

Um dos motores para este crescimento é a expansão das redes 5G e o lançamento de aparelhos compatíveis. O relatório da CCS prevê que o número de telefones 5G vendidos em 2020 seja de 210 milhões, dez vezes maior que em 2019. Outra previsão é que os aparelhos com a rede de última geração sejam maioria entre o total de unidades vendidas já em 2024, quando devem vender mais de 1,1 bilhão de unidades.

A análise completa está disponível aqui apenas para clientes da consultoria.

Fonte: CCS Insight  

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