Especialista volta a testar “entortamento” do iPhone 6

Por Redação | 29 de Setembro de 2014 às 12h38

O caso #bendgate, como vem sendo chamado o problema de entortamento do iPhone 6 Plus, continua gerando debate na imprensa e nas redes sociais. A Apple já se pronunciou oficialmente sobre o assunto, falando que os smartphones danificados pelo uso poderão ser trocados em suas lojas oficiais após passarem por uma verificação de seus funcionários. Ainda assim, porém, há quem diga que a questão não é tão grave quanto parece.

No centro dessa discussão está Lewis Hilstenteger, do canal Unbox Therapy, um dos primeiros a realizar, em condições controladas, um teste para conhecer exatamente o que seria necessário para entortar um iPhone 6 Plus. E o resultado, infelizmente para a Maçã, foi positivo, apesar de ter exigido uma bela quantidade de força, algo que dificilmente aconteceria no bolso de um usuário, por exemplo.

O problema é que, para muita gente, o vídeo parece ter sido adulterado. Alguns usuários do Reddit, mais atentos, observaram que o horário exibido no iPhone 6 Plus é diferente em duas tomadas do vídeo. No início, durante os testes, o aparelho exibe “2:26” na tela, enquanto mais tarde, já danificado permanentemente, ele exibe “1:58”, indicando que a imagem posterior teria sido gravada primeiro.

Pelo Twitter, o especialista se defendeu, afirmando que realizou o teste de entortamento com dois aparelhos diferentes, obtendo resultado semelhante. Daí a diferença de horário, já que o celular original, quando filmado de perto, estava refletindo a iluminação do estúdio, o que impossibilitou uma visualização adequada do que estava acontecendo com ele.

Ainda assim, pairou a dúvida e Hilstenteger foi às ruas para provar seu ponto. Utilizando um iPhone 6 Plus recém-comprado e causando mais dor aos fãs da Apple, ele realiza o teste de entortamento diante de algumas testemunhas e com um camera man filmando toda a ação. E o resultado é ainda pior que o visto no estúdio, já que o smartphone não apenas entortou como também acabou totalmente destruído, com o corpo separado de sua estrutura de alumínio.

E para irritar ainda mais os fãs da Maçã e mostrar que se trata de uma falha na construção dos aparelhos, ele realiza o mesmo teste com seu Moto X pessoal, pressionando também no centro e aplicando força. O resultado, porém, foi negativo: o aparelho Android não acabou entortado como resultado da ação e continuou funcionando perfeitamente, em sua forma original, após a tentativa.

Ao final do vídeo, Hilstenteger diz temer que existam mais casos de entortamento do iPhone 6 do que os nove que teriam sido relatados pela imprensa. Além disso, levanta preocupação sobre a durabilidade dos smartphones, já que a ideia é que eles sejam utilizados diariamente e com constância por alguns anos, sofrendo quedas, arranhões e, claro, sendo carregado por aí no bolso.

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