Fusão entre CBS e Viacom pode criar Universo Cinematográfico Star Trek

Por Rafael Rodrigues da Silva | 15 de Agosto de 2019 às 15h30
TheAngryAngel

A fusão entre a CBS e a Viacom, anunciada esta semana, cria uma megacompanhia de mídia, forte o suficiente para disputar espaço contra empresas como a Disney e a WarnerMedia. E de quebra, esse "megazord corporativo" também pode ser bastante positiva para os trekkers, como são conhecidos os fãs de Star Trek (ou Jornada nas Estrelas, se preferir).

Isso porque, pela primeira vez desde que o último episódio de Star Trek: Enterprise foi transmitido em 2005, todos os produtos da marca estarão novamente sob um mesmo teto. Até então, os filmes da franquia, produzido pela Paramount, pertenciam à Viacom, enquanto as séries de TV (como Star Trek: Discovery) eram da CBS. A junção de tudo, novamente sob o comando da mesma empresa, cria a possibilidade da criação de um “Universo Cinematográfico Star Trek” — algo parecido com o que já é feito pela Marvel, onde filmes e séries acontecessem em um mesmo universo e compartilham personagens e eventos uns com os outros.

Essa é uma das possibilidades de uso da franquia que será levada em conta pela diretoria da nova empresa. Bob Bakish, um dos maiores executivos da nova ViacomCBS, em reunião com acionistas na última terça-feira (13), foi bem enfático ao citar que Star Trek e Missão: Impossível são hoje as marcas de maior sucesso que a empresa possui, e que eles não medirão esforços para garantir que elas estejam presentes em todas as plataformas da companhia. Ou seja, é possível esperar novos filmes, séries para TV e conteúdos para o serviço de streaming CBS All Access de ambas as franquias. Já Joe Ianniello, CEO da CBS, afirmou que a escala de um projeto é algo cada vez mais importante no mercado, e não descartou a possibilidade da criação de um universo compartilhado para cada uma dessas franquias.

Spock, Kirk e Bones, o triunvirato da série clássica dos anos 1960

De acordo com os responsáveis pela franquia Star Trek, essa fusão é o momento ideial para se investir em diversos conteúdos diferentes e transformar a franquia em um verdadeiro fenômeno cultural — igual ao que Star Wars fez nos anos 1990, com um investimento em brinquedos, jogos de videogame, quadrinhos, livros e outros produtos que ajudaram a tornar a marca em muito mais do que trilogias de filmes.

Possivelmente, uma das primeiras propostas neste sentido será a produção de um novo desenho animado de Star Trek, que poderá ser uma fácil porta de entrada para um público jovem e ainda impulsionar a venda de produtos como brinquedos, mochilas, lancheiras e tantos outros.

Ainda que tenha potencial para se tornar uma franquia tão conhecida e lucrativa quanto os filmes e séries da Marvel, o maior desafio da ViacomCBS será o de criar novos personagens para conquistar o público, já que todos os mais conhecidos (como Kirk, Spock, Picard, Uhura, etc) não passam de duas dúzias e será preciso muito mais que isso para se criar um verdadeiro universo cinematográfico.

Por enquanto, o que já está confirmado no futuro da franquia é a série Star Trek: Picard, que estreia no ano que vem e traz de volta Patrick Stewart no papel do capitão da USS Enterprise. Além da série sobre Picard, há também a produção de um spin off de Star Trek: Discovery, estrelado por Michelle Yeoh, sem contar diversas animações e curtas baseados no universo em questão. Há também a possibilidade de uma série solo de Spock, que seria estrelada por Ethan Peck (neto da lenda do cinema Gregory Peck). Em setembro do ano passado, a franquia criada por Gene Roddenberry completou 52 anos de vida.

Fonte: Deadline

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