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Crítica Amor e Morte | HBO Max acerta em true crime com Elizabeth Olsen

Por| Editado por Jones Oliveira | 27 de Abril de 2023 às 17h00

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HBO Max
HBO Max

Mais uma série sobre Candy Montgomery acaba de estrear: Amor e Morte. Estrelada por Elizabeth Olsen, a nossa eterna Wanda, a minissérie conta a história de um crime real que chocou os Estados Unidos nos anos 1980.

Quem acompanha true crime sabe muito bem o que aconteceu. Em 1980, Candy assassinou Betty Gore, a amiga e esposa de seu amante, de forma brutal. A mulher usou um machado para cometer o assassinato, desferindo 41 golpes mortais contra o corpo da “rival”.

Atenção: esta crítica pode conter spoilers de Amor e Morte!

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A série Amor e Morte consegue ambientar bem a época em que passa, assim como a caracterização dos personagens. Na época, quando tudo ainda era analógico, a maior parte da comunicação acontecia pessoalmente, então Candy e Betty tinham uma vida bastante ativa, apesar da rotina de donas de casa.

Em uma época em que poucas mulheres desgostavam da vida de esposa e mãe, Candy se revoltou e queria sentir mais adrenalina no dia a dia. Então, ela perguntou ao marido de Betty, Allan, se ele queria ter um relacionamento extraconjugal com ela, e a resposta foi sim. Elizabeth Olsen usou um pouco da loucura de Wanda para interpretar Candy e seus diálogos malucos com as pessoas, mostrando que foi uma ótima escolha para a personagem.

Qual o objetivo?

Amor e Morte é uma série bem produzida, com bons atores e interpretações, e também informativa, afinal está contando uma história real que assusta até hoje. Porém, a trama falha em mostrar qual é seu verdadeiro foco. Não há como negar que grande parte da trama se aprofunda no julgamento de Candy, mas mesmo assim a trama fica confusa.

No começo, é difícil entender se Amor e Morte é uma série que apenas conta a história do assassinato ou se quer chocar com um acontecimento brutal. No primeiro caso, a trama acaba se tornando mais do mesmo, pois não é a primeira vez que vemos o caso de Candy e Betty em um produto audiovisual. No segundo, mal vemos o confronto e o assassinato em si.

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E se o foco da série foi no julgamento e como Candy foi inocentada, não está claro se o objetivo é realmente mostrar que ela agiu em legítima defesa ou questionar a decisão dos juízes.

Assim, parece que a trama é tudo o que foi citado ao mesmo tempo, então não é tão simples entender qual o verdadeiro objetivo de uma nova série sobre Candy Montgomery.

Elizabeth Olsen

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Além de trazer uma história intrigante, Amor e Morte acerta na escolha de Elizabeth Olsen, que está incrivelmente certeira no papel. No começo da série, conseguimos ver uma Candy que aparenta ser a pessoa mais transtornada do mundo, o que a atriz faz muito bem em pequenos detalhes de sua atuação.

Ao final, a personagem se transforma e fica difícil captar se existe qualquer remorso ou orgulho de ter cometido o crime, ou ainda se realmente ela foi atacada primeiro por Betty. Candy foi inocentada pelo júri, que alegou legítima defesa, ainda que não fosse necessário aplicar tantos golpes.

Conseguimos acreditar na atuação de Olsen, mas não conseguimos acreditar em Candy Montgomery, independentemente do que tenha passado pela cabeça da assassina enquanto tudo aconteceu, desde o começo do relacionamento com Allan até o final do julgamento. Talvez somente esta dúvida já seja o suficiente para a existência da produção.

Amor e Morte acaba de estrear na HBO Max.