WhatsApp corrige, silenciosamente, problema de privacidade antigo
Por Lillian Sibila Dala Costa • Editado por Jones Oliveira |

A enorme popularidade do WhatsApp faz o aplicativo de comunicação também ser bastante visado para ataques cibernéticos: ele possui criptografia de ponta-a-ponta (E2EE), que protege a confidencialidade do usuário, mas falhas de implementação no design do app faz com que hackers consigam descobrir dados importantes sobre a conta, como o dispositivo utilizado, por exemplo.
Um problema de privacidade grande está justamente no fingerprinting, o identificador do dispositivo usado. Cibercriminosos, para atacar vítimas, precisam saber o sistema operacional em questão, já que usar um vírus de Android em um iPhone não apenas resulta em falha, mas pode expor o ataque e permitir que pesquisadores de segurança consertem a brecha rapidamente.
Conserto parcial e silencioso
Pesquisadores de segurança como Tal Be’ery já avisaram o WhatsApp do problema de fingerprinting há muito tempo, sem resposta da plataforma. A questão central está na chave de encriptação de cada sessão da conta do usuário, que é diferente para cada plataforma, revelando aos atacantes em qual brecha mirar. Agora, a falha recebeu correções, mas incompletas, e feitas de maneira silenciosa, sem reconhecer quem a identificou.
Há poucos dias, a lógica de encriptação do Android mudou, ficando randômica, o que já esconde, em partes, o dispositivo usado, mas outras plataformas ainda não receberam o mesmo tratamento, permitindo a identificação com poucas mudanças no método.
Vale lembrar que, anteriormente, a Meta, responsável pelo app, sequer reconhecia o problema como algo relevante quanto à privacidade dos usuários. Quem reportou a falha não foi avisado da correção e nem recebeu recompensa por isso, como é de praxe, e a brecha não recebeu, ainda, um número CVE para identificação.
Outra correção semelhante, implementada recentemente, teve o reconhecimento dos pesquisadores responsáveis pela descoberta e recompensa devida, mas mesmo assim não recebeu um CVE. Enquanto pesquisadores consideram que o WhatsApp pode ser mais transparente e colaborativo em relação aos seus problemas, é bom que suas vulnerabilidades estejam, aos poucos, sendo corrigidas.
Veja mais no Canaltech:
- Rival do ChatGPT ganha extensão que opera sem supervisão e pode expor seus dados
- Mercados chineses na dark web usam Telegram para transação ilegal de criptomoeda
- Hacker invade Agência Espacial Europeia e vende 200GB de dados roubados
VÍDEO | WhatsApp Sendo ESPIONADO Sem Você Saber! 😱
Fonte: Tal Be'ery