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Twitter: mais de 3 mil apps têm brechas que podem permitir ataques a perfis

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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Brett Jordan/Pexels
Brett Jordan/Pexels

Pelo menos 3,2 mil aplicativos mobile, com integração ao Twitter, possuem falhas de segurança que podem permitir invasões à rede social de seus usuários. O segredo está na exposição pública de chaves ligadas à API do sistema, usada na integração entre as soluções e a plataforma, mas que em mãos erradas, também podem ter uso malicioso.

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Softwares de todos os tipos fazem parte do alerta, incluindo soluções de grandes jornais, aplicativos de bancos, softwares focados em exercícios, apps de transporte público e tantos outros, alguns ultrapassando a marca dos cinco milhões de downloads. As permissões concedidas a eles pelos usuários variam, indo desde a possibilidade de realizar publicações, seguir contas até a leitura e envio de mensagens diretas ou alterações nas configurações dos perfis.

Quando usada da forma devida, esse tipo de conexão é o que permite, por exemplo, a um console de vídeo game publicar capturas de tela na rede social ou a um app de exercícios compartilhar os resultados de uma corrida ou sessão de treino diretamente no Twitter. Para que isso funcione, são usadas APIs de integração com a plataforma, cujas chaves, nos casos citados, estão expostas publicamente e poderiam ser usadas, também, para ataques contra as contas dos usuários.

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O levantamento foi feito pela empresa de segurança CloudSek, que cita erros na implementação dessa conexão como o motivo do problema. Os especialistas afirmam que essa é uma falha comum no processo de desenvolvimento de softwares integrados, com os responsáveis incluindo suas chaves de autenticação na API mas esquecendo de remover esse dado quando a versão pública da aplicação é liberada.

Total de apps que vazaram combinações chegou a 4,8 mil

De acordo com os achados dos pesquisadores, um total de 4,8 mil aplicativos estavam vazando as combinações de chaves e segredos que permitiriam acesso às contas integradas, mas só 3,2 mil tinham estas combinações válidas. A lista de apps, entretanto, não foi divulgada publicamente, uma vez que todas as explorações ainda estão disponíveis e poderiam ser usadas em ataques — a única exceção foi um app de eventos relacionados à montadora de veículos Ford, que recebeu atualização após ser contatada pelos especialistas.

O principal temor, segundo a CloudSek, é o uso das contas em operações de desinformação e disseminação de spam ou malware. O foco, principalmente, está nas contas verificadas de usuários de serviços integrados vulneráveis, por meio das quais criminosos poderiam realizar postagens e desfigurar perfis para divulgar golpes ou esquemas fraudulentos que infectem mais e mais pessoas.

Enquanto não há nada que um usuário possa fazer para proteger sua conta no caso de um ataque desse tipo, controlar autorizações e o uso de apps integrados ajuda a manter um mínimo de controle. Apenas autorize a conexão com o Twitter em softwares de desenvolvedores reconhecidos e que sigam boas práticas de segurança, mantendo conectados apenas aqueles que efetivamente usa, revogando as permissões de outros por meio das configurações da rede social.

Fonte: CloudSek