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Polícia prende suspeito de vazar dados de 220 milhões de brasileiros

Por| Editado por Wallace Moté | 10 de Abril de 2024 às 11h12

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Polícia prende suspeito de vazar dados de 220 milhões de brasileiros
Polícia prende suspeito de vazar dados de 220 milhões de brasileiros

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (9) um cibercriminoso suspeito de vazar os dados de 223 milhões de brasileiros. O volume, considerado o maior comprometimento de informações de nosso país, foi reportado em 2021 e representou a primeira vez que toda a população do país, inclusive pessoas já falecidas, tiveram suas informações expostas de uma só vez.

O suspeito foi localizado na cidade de Feira de Santana, na Bahia. Segundo a polícia, ele estava foragido desde novembro de 2023 após romper a tornozeleira eletrônica que usava. O monitoramento veio após uma prisão em 2021, como parte da Operação Deepwater, que naquela ocasião, já investigava o vazamento de dados pessoais de brasileiros na internet.

Identificado como Marcos Roberto Correia da Silva, o suspeito é conhecido do noticiário de cibersegurança. Ele é associado a diferentes incidentes de exposição de informações pessoais sob o pseudônimo VandaTheGod e seria, também, o responsável por ataques a sites de autoridades como o Supremo Tribunal Eleitoral e Senado Federal, além do Ministério Público de Minas Gerais e do Tribunal de Justiça de Goiás.

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O mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Federal de Uberlândia (MG) também resultou na apreensão de equipamentos que seria usados na divulgação e venda dos dados pessoais. HDs, celulares e um notebook estavam entre os dispositivos apreendidos com o suspeito, que agora, fica à disposição da justiça.

Maior vazamento de dados da história do Brasil

A exposição das informações de mais de 220 milhões de brasileiros foi reportada em janeiro de 2021 pela empresa de cibersegurança PSafe. CPFs eram a principal parte do volume, que também continha dados de 104 milhões de veículos, como placas, municípios e identificações, além de detalhes sobre 40 milhões de empresas do Brasil.

Na ocasião, não vieram notícias adicionais, como uma possível venda do banco de dados ou o uso em ataques — golpes de phishing costumam ser a primeira via de utilização de informações vazadas. No início deste ano, um volume semelhante foi localizado em servidores abertos na internet pelos especialistas do Cybernews, mas novamente, não se sabe se tal exposição foi explorada por criminosos e se os casos estão relacionados.

Fonte: G1