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O que é scareware? Saiba mais sobre o ciberataque que assusta para obter acesso

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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Elements/tommyandone
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Você já deve ter visitado um site e recebido um alerta, em forma de caixa suspensa (o popular pop-up), de que o computador estava sob ameaça. Em geral, essas mensagens parecem legítimas e informam a necessidade de download de um programa para eliminar a vulnerabilidade. Fique atento: pode ser um ataque criminoso da modalidade conhecida como scareware.

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Também chamado de software de engano, programa de verificação desonesto ou fraudware, ele se parece com as caixas de diálogo do Centro de Segurança do Sistema Operacional. Muitas vezes, o aviso vem com o logo do sistema ou de uma desenvolvedora de antivírus. Seu objetivo é amedrontar o usuário (scare significa "assustar", em inglês), deixá-lo preocupado e induzi-lo a adquirir uma solução.

Só que o scareware é um antivírus falso que, ao ser instalado, pode abrir brechas de segurança no equipamento. Os pop-ups prometem remover as ameaças ou solicitam o cadastramento para o suposto antivírus. Se o alerta não for de um programa que já está instalado no dispositivo, é melhor não clicar em nada e desligar o equipamento.

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Ação urgente

O objetivo do criminoso é convencer o usuário a tomar a decisão de fazer o download rapidamente. A tática mais usada para isso é o senso de urgência: ao informar que a segurança do sistema está desatualizada e que o computador está exposto a vírus, o golpista espera que o usuário aja sem pensar e instale um malware no equipamento sem saber.

Muitas vezes, há um limite de tempo para que o programa seja adquirido ou uma promoção por tempo limitado para incentivar a ação do usuário. O software instalado no computador pode até ser inofensivo, mas é provável que continue a enviar alertas falsos de existência de conteúdos impróprios no dispositivo para solicitar novos pagamentos.

Por outro lado, se for um malware silencioso, pode passar a registrar atividades, informações pessoais, senhas e outros. Nesse caso, o usuário está sujeito ao roubo de dados pessoais, já que um spyware pode ser executado em segundo plano de forma anônima e enviar relatórios para o criminoso.

Além de aparecer em navegadores, o scareware também pode chegar por e-mail. Nesse caso, o usuário recebe alertas de possibilidade de cancelamento de contas, promoções falsas, movimentação de dinheiro ou necessidade de atualização de dados pessoais. Em seguida, é instruído a seguir um link.

Assim que clica nele, pode acionar o download do malware ou ser enviado a uma página para pagar pelo suposto sistema de proteção. E aí começam os problemas: ao divulgar informações de cartão de crédito, o usuário pode ser vítima de crimes com sua identidade no futuro. Além disso, com o scareware instalado, os fraudadores podem conseguir dados para saquear contas bancárias, pedir empréstimos, obter dinheiro de contatos do usuário ou cometer crimes cibernéticos.

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Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

O scareware é muito perigoso para as empresas, que administram uma quantidade grande de dados. Como normalmente os computadores corporativos fazem parte de uma rede, se o scareware for instalado em um equipamento, pode ter acesso a todas as informações da instituição. Por isso, todos os colaboradores devem receber treinamento de segurança da informação.
 
De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as companhias precisarão ter um responsável pela segurança de dados, que vai prestar contas à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A LGPD prevê, ainda, o mapeamento dos dados que as organizações já armazenam e a verificação de que foram obtidos de forma legítima. As companhias deverão criptografar as informações, armazená-las e gerenciá-las de modo seguro, bem como monitorar e prevenir ataques virtuais.

Como se proteger?

Para começar, o usuário precisa seguir as regras básicas de segurança para evitar a ação do scareware. Isso inclui ter um programa de proteção confiável, manter o sistema operacional atualizado e o bloqueio de pop-up ativado.

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Sempre que receber mensagens que induzam a seguir links ou fazer pagamentos, é preciso pensar antes de agir. Mesmo que o alerta pareça legítimo, confirme sua autenticidade antes de clicar ou informar dados pessoais. E fique atento: qualquer parte da tela pode ser clicável. 

Às vezes, até o X que fecha o pop-up de aviso pode iniciar o download do malware. Para garantir a segurança, pode ser necessário fechar o navegador pelo gerenciador de tarefas ou desligar o equipamento. 

Lembre-se de que fornecedores de antivírus não usam medo e senso de urgência para solicitar dados. Se receber um alerta desse tipo, desconfie de que ele é falso. Há grandes chances de que apenas tenha a intenção de instalar um software mal-intencionado para abrir portas para o roubo de dados ou para a extorsão.

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