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O que é o "Golpe do Chocolate" e como não cair nele

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Charisse Kenion/ Unsplash
Charisse Kenion/ Unsplash

A influenciadora digital Carol Portaluppi, filha do atual técnico do Vasco, Renato Gaúcho, caiu no “Golpe do Chocolate”: um tipo de phishing, o ataque consiste em um e-mail ou mensagem prometendo R$ 1 mil em chocolates, contanto que o usuário replique a mensagem para 20 pessoas. Por ter recebido a mensagem de uma amiga, Portaluppi confiou.

Os cibercriminosos se aproveitam do contexto: na proximidade da Páscoa e com uso de marcas famosas, como Lindt, Cacau Show ou Ferreiro Rocher, as mensagens parecem fazer sentido como promoção festiva, levando o internauta a baixar suas defesas. Então como identificar e evitar o golpe do chocolate? 

Engenharia social e propagação

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Quando clica na mensagem dos hackers, o usuário vai para um site que imita a página oficial da marca à perfeição. Perguntas genéricas, como “você já comprou conosco?” ou “qual seu chocolate favorito?” contribuem para o engajamento e confiança do usuário. Comentários falsos de supostos ganhadores do brinde também são criados, simulando o sistema do Facebook ou Disqus, o que reforça a mentira.

Finalmente, a “liberação” do prêmio exige o compartilhamento do link com vários contatos. Isso garante uma propagação ainda mais confiável, já que o link costuma vir de familiares e amigos, pessoas de quem você não desconfiaria. A vítima passa, então, a ser um vetor do crime sem saber.

Desfecho e prejuízo

Qual o benefício dos golpistas com a atividade? Fácil: o site falso pede dados pessoais, como CPF, endereço e telefone “para a entrega”, que acabam vendidos ou usados como base de fraudes futuras, muito mais direcionadas à vítima.

Em alguns casos, o botão de compartilhar também aciona o download de vírus ou adwares (programas que exibem anúncios invasivos, geram lucro aos golpistas e deixam o aparelho lento).

Como identificar e evitar o Golpe do Chocolate

A desconfiança é a chave para se manter seguro na internet. Sempre desconfie de “esmola demais”: nenhuma empresa vai distribuir milhares de produtos caros por alguns compartilhamentos nas redes sociais.

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Outro sinal importante está na URL, o endereço do site. Golpistas usam variações sutis (typosquatting), como cacaushow-promocao.com ao invés do site oficial, cacaushow.com.br. Se o site for estranho ou cheio de números, saia na hora.

Não caia no Golpe do Chocolate
Sinal de alertaO que significa
Erros de português ou design amadorFalta de profissionalismo típica de criminosos
Exigência de compartilhamentoTática para espalhar o golpe rapidamente
Pedido de dados excessivosTentativa de roubo de identidade
Promoção "boa demais para ser verdade"Quase sempre é uma armadilha

Ao receber uma promoção ou oferta muito boa, valorize sua segurança e gaste um tempinho indo até o site oficial ou redes sociais da marca, verificando se há, realmente, uma campanha do tipo acontecendo. Ela estará destacada na página, e só aí você poderá confiar.

Como vetor de links, nunca compartilhe nada sem confirmar a veracidade antes: caso tenha recebido algo suspeito de amigos ou familiares, avise-os de que pode ser um golpe.

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Quebre a corrente de infecção. Caso você já tenha compartilhado seus dados, troque as senhas de sites, ative a autenticação por dois fatores e bloqueie tudo que possa ter cartões de crédito ou informações financeiras facilmente acessíveis.