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Novo malware tem atualizações semanais e versão de teste para ataques

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

Sandeep Swarnkar
Sandeep Swarnkar

Um novo malware chamado Stealc está sendo divulgado em fóruns cibercriminosos como a nova onda de ataques envolvendo o roubo de dados, credenciais e arquivos — ou pelo menos, é isso o que seus desenvolvedores desejam. Isso está sendo feito não apenas pela publicação massiva de novidades e informações sobre a praga, mas também pela oferta de “amostras grátis” da praga, para que possam ser usadas em golpes que comprovem sua eficácia.

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Atualizações semanais também fazem parte do rol de diferenciais do Stealc, que foi descoberto pela empresa especializada em inteligência de ameaças Sekoia. De acordo com os especialistas, o vírus começou a ser divulgado em janeiro e já apareceu em golpes contra o mercado corporativo, ganhando mais adeptos ao longo de fevereiro, tanto através dos fóruns na dark web quanto por meio de grupos no Telegram onde negociações, atualizações semanais e versões de teste são divulgadas aos interessados.

De acordo com o usuário conhecido como Plymouth, responsável pelas publicações relacionadas, o Stealc tem capacidade ampla de roubo de dados, o colocando ao lado de outros nomes conhecidos como Raccoon, Redline e Vidar (dos quais aproveitou parte do código), mas aliada a um painel de controle simples de usar. O foco, como sempre, recai sobre a massa maior de interessados em realizar ataques mas que não possuem conhecimentos técnicos profundos, onde estão a maior parte dos clientes da economia de malware como serviço.

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Segundo o relatório da Sekoia, dezenas de variantes do Stealc estariam em circulação por conta de uma de suas capacidades, justamente a de gerar novas versões com códigos ofuscados para dificultar a detecção. Todas respondem a uma rede de cerca de 40 servidores de comando e controle, de onde são baixados comandos remotos e arquivos maliciosos e para onde vão os dados e informações roubados das vítimas; de acordo com os especialistas, faltam capacidades realmente furtivas, enquanto o modelo de negócios foi considerado “pobre”, mas eficaz.

Navegadores populares são o principal alvo do Stealc, que também tem plugins e carteiras de criptomoedas em sua mira. A implantação do malware acontece por meio de DLLs legítimas, mas comprometidas com a praga, que passa a se comunicar de forma dinâmica com infraestruturas criminosas para receber ordens e devolver informações sobre o sistema; um recurso que chamou a atenção dos pesquisadores envolve a captura e envio de formatos de arquivos específicos, o que também permitiria o uso do vírus em operações de espionagem corporativa ou pessoal.

Nas campanhas analisadas pela Sekoia, vídeos no YouTube promovendo a instalação de versões piratas de apps como Recuva, uTorrent e ferramentas de benchmark, além de atualizadores de drivers, eram a isca para a contaminação. Após realizadas as operações criminosas, o malware é capaz de apagar todos os seus rastros do sistema, não deixando nenhum indício de sua passagem.

A recomendação de segurança, então, é sobre o cuidado no download de soluções, um processo que só deve ser feito a partir de fontes legítimas como lojas oficiais e sites de desenvolvedores. Cuidado com links recebidos por e-mail ou mensagens em softwares de comunicação e redes sociais; sistemas operacionais também devem ser mantidos sempre atualizados, enquanto os usuários também devem contar com soluções de segurança instaladas no PC para evitar as ameaças mais comuns.

Fonte: Sekoia