No Brasil, ameaças cibernéticas põem em risco 20% dos PCs domésticos

Por Thaís Augusto | 12 de Abril de 2019 às 08h53
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No Brasil, quase 20% dos computadores domésticos estão expostos a ameaças cibernéticas. Em dispositivos corporativos, o risco diminui para 14,78%. Os dados são do Relatório Global de Riscos divulgados nesta quinta-feira (11) pela Avast.

A empresa de segurança digital ainda aponta que usuários domésticos do Windows 10 são os mais propensos a encontrarem um "ataque avançado" enovas ameaças criadas para burlar tecnologias comuns de proteção de software de segurança, como filtragem de URL, verificação de e-mail e assinaturas.

Apesar do alerta, os dados não são tão ruins assim: o Brasil não aparece na lista dos 10 países com maior risco de encontrar ameaças cibernéticas. Afeganistão (38,73%), Irã (37,49%) e China (32,27%) lideram o ranking.

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O relatório foi criado a partir do banco de dados de detecção de ameaças da Avast. De acordo com a empresa, o Windows Vista parece ser o sistema operacional mais seguro da Microsoft. "Provavelmente devido ao fato do seu uso no mundo todo ter caído para cerca de 2%, tornando-o um alvo pouco atraente para os cibercriminosos", explicou.

Os usuários domésticos do Windows Vista têm uma taxa de risco de ameaça abaixo de 10% para todas as ameaças e uma taxa de risco de 1,6% para ameaças avançadas. O mesmo acontece com os usuários corporativos: o risco de encontrar qualquer tipo de ameaça é de 7% e, o de se deparar com ameaças avançadas, apenas 1%.

"Os cibercriminosos criam ameaças que aproveitam as atividades realizadas pelos usuários domésticos e apostam que os consumidores estão menos conscientes sobre segurança digital”, disse o evangelista de segurança da Avast, Luis Corrons. "Por outro lado, as empresas geralmente têm políticas de navegação restritivas e equipes de TI dedicadas em manter as redes seguras. Em casa, sem perceber, podemos nos envolver com atividades online muito mais arriscadas e sem ter o mesmo nível de proteção".

Usuários brasileiros também correm 7,26% de risco de serem vítimas de uma ameaça avançada. Nas empresas, o índice cai para 3,83%.

A Avast ainda classificou o percentual de risco de ameaças por estado. O Maranhão surge no topo com 23,94% de computadores residenciais expostos a qualquer ameaça. Já Alagoas está na liderança de dispositivos domésticos sob risco de ameaças avançadas (9,15%).

As empresas do estado do Amazonas são as mais propensas a serem vítimas de qualquer ameaça (20,73%). No Mato Grosso, 4,9% têm chance de encontrarem ameaças avançadas. Confira:

No ranking da Avast, dois países da América do Sul aparecem na lista das nações com empresas mais vulneráveis a ameaças. São eles: Venezuela (24,43%) e Peru (22,86%). Ainda assim, os países aparecem no final do ranking, que é liderado por Paquistão (36,15%), Vietnã (35,56%) e China (31,59%).

Os dados do relatório são de ameaças detectadas pela Avast em computadores de usuários de todo o mundo entre 11 de agosto e 9 de setembro de 2018. A empresa também informa que, para fornecer dados relevantes, levou em consideração dados de países, territórios e regiões com uma amostra de pelo menos 10 mil computadores pertencentes a usuários domésticos e de mil computadores usados por empresas.

"Para o cálculo das taxas de risco para este relatório, dividimos o número de computadores nos quais pelo menos uma ameaça foi bloqueada pelo número total de computadores ativamente protegidos pela Avast dentro do período de 30 dias", comentou a empresa.

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