Manual tech do folião: como proteger celular e dados pessoais no Carnaval
Por Lillian Sibila Dala Costa • Editado por Jones Oliveira |

Com a chegada do Carnaval, época de muita festança no Brasil, também aumenta a preocupação com a possibilidade de furtos e roubo de celulares, carteiras e cartões nos bloquinhos de rua. Em 2025, São Paulo viu mais de 3 mil ocorrências do tipo, enquanto o Rio de Janeiro viu mais de 2 mil.
Pensando em proteger o leitor do Canaltech, trouxemos informações de Cristiano Vicente, especialista em proteção de dados e diretor de inovação na empresa de tecnologia Grownt, que deu dicas do que fazer para entrar na folia sem se preocupar — e dificultar a vida dos golpistas.
Proteção carnavalesca dentro e fora de casa
Segundo Vicente, a própria tecnologia já traz muitas respostas para quem quer se proteger nesse carnaval. Usar smart tags e cadeados biométricos nas pochetes e itens pessoais ajuda a localizar itens perdidos e acompanhá-los em tempo real, resolvendo muitos dos problemas nos bloquinhos.
Usar anéis de pagamento NFC e smartwatches que substituam o uso do celular para pagamentos, leitura de mensagens e cartões físicos também evita grande parte dos incidentes: com o PIX e o pagamento por aproximação, toda compra é um momento oportuno para ação de criminosos, então quanto menos aparelhos você levar consigo, melhor. Para completar, ainda torna a vida mais prática.
A autonomia de bateria também é essencial, então carregadores portáteis compactos ajudam a poder usar apps de transporte sempre que necessário, bem como ter localização e comunicação o dia todo. Modelos com carregamento solar, em particular, são uma mão na roda, segundo Vicente.
Quem decidiu não ir aos bloquinhos também precisa se cuidar: se for assistir aos desfiles das escolas de samba ao vivo ou em festas privadas, é importante evitar golpes em sites de ingressos não oficiais e com vendedores falsos. Para isso, sempre busque os canais oficiais dos eventos, só comprando nesses locais.
Também observe os links dos sites que você acessa com atenção, notando se a grafia e o domínio estão corretos. Não faça pagamentos para contas de pessoas físicas ou com um nome diferente do evento, o que traz fortes indícios de golpe. Preços promocionais bons demais para serem verdade, especialmente em revendas nas redes, são uma armadilha escancarada.
Para finalizar, Vicente conclui:
“O Carnaval é sinônimo de celebração e descontração, mas a atenção com dados e dispositivos precisa acompanhar a evolução dos hábitos digitais. Com informação e ferramentas adequadas, é possível curtir com mais tranquilidade e menos exposição a prejuízos”.
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