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Google Play Store deleta 77 apps maliciosos que somavam 19 milhões de downloads

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

Emanuele Almeida/Canaltech
Emanuele Almeida/Canaltech

A empresa de segurança na nuvem Zscaler analisou a Play Store e identificou novas técnicas de invasão e instalação de malwares, chegando a uma lista de 77 aplicativos maliciosos, muitos deles posando de ferramentas utilitárias ou de personalização. O número de downloads dos apps chegava a 19 milhões.

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Grande parte dos malwares trazia uma versão do trojan de roubo de dados bancários Anatsa, que surgiu em 2020. A versão mais recente consegue detectar teclas digitadas para roubar senhas, ler e enviar SMS e ligações e possui ferramentas para evitar detecção.

Segundo a Zscaler, até 831 instituições foram afetadas em todo o mundo, de bancos comuns a operadores de criptomoedas. Após o relatório, a Google Play Store deletou os 77 aplicativos identificados.

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Malwares modernos na Google Play Store

A maioria dos aplicativos identificados (66%) era adware (que traz publicidade intrusiva), mas o malware mais comum é o chamado Joker, encontrado em 25% dos aplicativos analisados. Ele é capaz de ler e enviar mensagens de texto, tirar prints de tela, roubar listas de contatos e acessar informações do usuário, bem como cadastrá-los em serviços premium sem autorização.

Uma quantidade menor de apps era maskware, que se disfarça para evitar detecção. O perigo desse tipo de app é que, embora funcione como a propaganda, o malware em questão rouba credenciais e dados bancários, bem como informações sensíveis como localização e mensagens de texto. Também foi vista uma variante do malware Joker chamada Harly, que posa de aplicativo legítimo para baixar arquivos maliciosos, usando códigos escondidos para evitar detecção.

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Uma característica das versões recentes do trojan Anatsa é a adaptação ao sistema da Play Store. O app usado para infecção se disfarça como um simples gerenciador de arquivos (chamado “Document Reader – File Manager”), e, apesar de funcionar, ele baixa o Anatsa depois da instalação, evitando a revisão de seu código pela Google. Cada parte do código é baixada com chaves de criptografia (DES) diferentes, com o nome sendo modificado com frequência, tudo para evitar a detecção.

O sistema ainda usa arquivos corrompidos, com sinalização de compressão e criptografia inválidos, para que antivírus tenham mais dificuldade de notar sua presença. O Anatsa abusa de permissões de acessibilidade para ter acesso completo ao celular, enganado o usuário desde o download.

Para se proteger, o ideal é ter o serviço Play Protect ativado, que identifica apps maliciosos e os elimina a partir das análises da Google, mas também prestar atenção nos aplicativos que são baixados — só confie em publicadores com reputação, leia reviews de usuários e só dê permissões relacionadas à função principal do app.

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Fonte: Zscaler