Empresas brasileiras são as que mais sofrem com ransomware na América Latina

Empresas brasileiras são as que mais sofrem com ransomware na América Latina

Por Felipe Demartini | Editado por Claudio Yuge | 04 de Agosto de 2021 às 14h20
Rawpixel/Envato

O Brasil foi o alvo de quase metade dos ataques de sequestros digitais (ransomware) realizados contra empresas da América Latina, se tornando um dos maiores alvos de atos criminosos desse tipo no território. Entre janeiro e março de 2021, foram mais de 3,2 bilhões de tentativas contra companhias nacionais, parte de um total de sete bilhões de golpes do tipo registrados em todo o bloco.

As informações são da Fortinet, empresa especializada em segurança, que pinta um panorama perigoso no que toca a segurança digital deste lado do mundo. Entre resgates milionários e a necessidade de interrupção nas atividades, devido ao bloqueio de servidores e outras tecnologias, também estão as extorsões, com criminosos ameaçando levar os dados a público caso o pagamento pelo sequestro digital não seja realizado, gerando ainda mais danos à marca, imagem e finanças dos grupos corporativos.

Casos como os registrados por nomes como Fleury e JBS, por exemplo, evidenciam o perigo, que teve aumento de 90% entre o ano passado e este, de acordo com dados da SonicWall. É, também, um sinal de alerta para as companhias, principalmente quando se leva em conta que o fator humano acabou sendo a principal porta de entrada. “A brecha para invasão é, geralmente, causada pelo descuido ou falta de preparo dos usuários em identificar uma ameaça”, aponta Priscila Meyer, cofundadora e CEO da Eskive, focada em conscientização em segurança da informação.

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De acordo com a executiva, já dá para enxergar uma mudança de cenário, principalmente diante de normas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com as companhias cada vez mais entendendo a necessidade de treinar e conscientizar os funcionários, que na visão de Meyer, devem ser encarados como a principal camada na proteção das informações corporativas.

A Eskive é uma startup derivada da Flipside, também focada em conscientização sobre segurança digital, e tenta preencher essa lacuna por meio de conteúdos educacionais, ferramentas de gestão de risco e fomento de debates com especialistas da área. Além disso, a ideia é gerar cooperação entre as companhias, de forma a mudar o cenário de golpes de ransomware em um país no qual qualquer corporação pode estar em maior ou menor risco de ser atacada.

Um dos principais focos é, justamente, o ecossistema de startups, onde a empresa nasceu. Com parcerias com o Cubo, do Itaú, e Inovabra Habitat, do Bradesco, a Eskive também pretende expandir seus serviços de conscientização sobre segurança digital para pequenas e médias empresas, tendo como missão final fazer com que o citado fator humano deixe de ser um dos principais riscos para as corporações.

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