Com pandemia, empresas lucram menos, mas investem mais em cibersegurança

Por Ramon de Souza | 23 de Novembro de 2020 às 22h00
Reprodução/cottonbro (Pexels)

Que a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) causou um aumento espantoso no número de ataques cibernéticos ao redor do globo, todo mundo já sabe. A crise da COVID-19 forçou muitas empresas a adotarem, com urgência, a prática do trabalho remoto, o que desfigurou completamente o perímetro de proteção e criou novos desafios na proteção de dados corporativos.

Agora, uma nova pesquisa confirma que esse caos está fazendo com que as companhias repensem o tema segurança da informação. A agência de consultoria PwC ouviu mais de 3 mil executivos em 44 países (incluindo 109 profissionais no Brasil) e descobriu que, para 96% dos entrevistados, as estratégias de segurança corporativa precisarão ser ajustadas nos próximos meses para lidar com a superfície de ataque aumentada por conta da crise.

Ademais, 50% dos diretores sinalizaram estar mais propensos a considerar segurança cibernética em todas as decisões de negócios (um aumento de 25% em comparação ao ano anterior) e 55% dos executivos garantiram que o orçamento de suas corporações para soluções de proteção será ampliada em 2021. Indo além, 51% dos entrevistados garantiram que a intenção é formar uma equipe fixa para cuidar exclusivamente do assunto.

“Esses dados retratam o que já estávamos constatando no cotidiano de nosso trabalho. A preocupação com segurança cibernética tem se intensificado já há alguns anos. O cenário de pandemia expôs a emergência do problema e fez aumentar ainda mais a preocupação, e, também, a busca por prevenção por parte das empresas”, explica Sandro Süffert, fundador e CEO da Apura, empresa brasileira de inteligência de ameaças cibernéticas.

É interessante notar que o investimento em cibersegurança não reflete necessariamente uma saúde financeira positiva por parte das corporações. Muito pelo contrário — 64% delas apontaram uma previsão de baixa no faturamento anual por conta do cenário pandêmico, estatística que revela que, apesar de as dificuldades em manter empreendimentos de pé durante tal crise, descuidar da proteção de dados sensíveis pode piorar ainda mais a situação.

Fonte: Apura/PwC

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