Com pandemia, ameaças móveis aumentam e atingem maioria das empresas

Com pandemia, ameaças móveis aumentam e atingem maioria das empresas

Por Ramon de Souza | Editado por Claudio Yuge | 13 de Abril de 2021 às 08h54
Reprodução/LightFieldStudios (Envato)

Com o isolamento social imposto por conta da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV2), muitos profissionais passaram a trabalhar remotamente e a utilizar dispositivos móveis para acessar, guardar e processar informações corporativas sensíveis. Sabendo disso, os criminosos cibernéticos passaram a focar nesse tipo de gadget. É isto que revela a mais nova pesquisa divulgada pela Check Point, que entrevistou representantes de 1,8 mil empresas ao redor do mundo ao longo de 2020.

Segundo os especialistas, nada menos do que 97% das empresas sofreram alguma tentativa de ataque via vetores móveis durante o ano passado. Essa estatística, combinada com a previsão do IDC de que 60% dos colaboradores serão usuários de dispositivos móveis até 2024, deixa claro que a proteção desse tipo de aparelho deve ser uma prioridade para companhias de qualquer tamanho e segmento. Afinal, usar o celular para trabalhar é algo cada vez mais comum.

O relatório aponta que quase metade (46%) das organizações entrevistadas sofreram um incidente cibernético em sua rede por conta de algum arquivo ou aplicativo malicioso baixado por um colaborador; essas ameaças costumam ser distribuídas através de sites ou URLs infectados. Houve um aumento de 15% na atividade de trojans bancários, além de um crescimento significativo no emprego de cavalos de Tróia de acesso remoto (MRATs), muitas vezes disfarçados como softwares relacionados à COVID-19.

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Imagem: Reprodução/jirkaejc (Envato)

Ademais, cerca de quatro em cada dez celulares ainda estão vulneráveis às recentes falhas de segurança encontradas em 2020 em chipsets fabricados pela Qualcomm, não tendo sido protegidos com a instalação dos patches adequados. Isso é uma oportunidade de ouro principalmente para grupos hackers patrocinados por órgãos governamentais, como o iraniense Rampant Kitten, que conduziu uma série de campanhas complexas de espionagem para roubar dados confidenciais.

Usando o bem para fazer o mal

Se você acha que a situação não é preocupante o suficiente, saiba que a Check Point também identificou um novo tipo de ataque — em um caso real de um cliente defendido pela companhia, os cibercriminosos invadiram e abusaram de um sistema de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM), que é justamente criado para facilitar a gestão de uma frota de celulares, com o objetivo de injetar códigos maliciosos. Mais de 75% dos gadgets administrados pela solução foram afetados.

“Como identificamos em 2020, o cenário de ameaças móveis continuou a se expandir, com quase todas as organizações experimentando ao menos um ataque. Além disso, há ameaças mais complexas no horizonte. Os cibercriminosos prosseguem na evolução e na adaptação de suas técnicas para explorar nossa crescente dependência dos smartphones", explica Neatsun Ziv, vice-presidente de prevenção de ameaças da Check Point.

Imagem: Reprodução/Jonathan Chng (Unsplash)

“Além disso, há ameaças mais complexas no horizonte. Os cibercriminosos prosseguem na evolução e na adaptação de suas técnicas para explorar nossa crescente dependência dos smartphones. As empresas precisam adotar soluções de segurança móvel que protejam completamente os dispositivos das atuais ciberameaças avançadas; e os usuários devem ter o cuidado de usar apenas aplicativos de lojas oficiais para minimizar o risco”, complementa.

Fonte: Check Point

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