Crimes digitais geraram perdas de US$ 4,2 bilhões apenas nos EUA

Crimes digitais geraram perdas de US$ 4,2 bilhões apenas nos EUA

Por Felipe Demartini | Editado por Jones Oliveira | 18 de Março de 2021 às 13h12
agência brasil

Um relatório publicado nesta semana pelo Centro de Registro de Crimes na Internet (IC3, na sigla americana) do FBI revelou um aumento de 17% nas perdas relacionadas a crimes digitais ao longo de 2020. De acordo com o órgão do governo, as vítimas tiveram prejuízos de US$ 4,2 bilhões, no ano passado, por conta de fraudes e golpes online, um crescimento de mais de US$ 700 milhões sobre os já altos números que haviam sido registrados em 2019.

Cresceram significativamente, também, o número de incidentes, com 791,7 mil ocorrências desse tipo sendo reportadas às autoridades em 2020. Aqui, o aumento é de 41% e reflete diretamente o estado de isolamento social e a adoção do home office por causa da pandemia do novo coronavírus, com tentativas de phishing por e-mail, mensagens de texto e até chamadas de vídeo, além do envio de links fraudulentos para roubo de informações, estando entre as categorias mais populares.

Dados demográficos divulgados pelas autoridades americanas revelam que a maior quantidade das perdas registradas está entre os idosos, com mais de 105 mil casos registrados e US$ 966 milhões em prejuízos. Depois, estão as faixas etárias de 40 a 49 anos (91,5 mil casos e US$ 717,1 milhões) e 30 a 39 anos (88,3 mil ocorrências e US$ 492,1 milhões perdidos. O relatório se debruça, ainda, sobre o panorama internacional, com o Brasil aparecendo como o 11º colocado em número total de vítimas; os três maiores são Reino Unido, Canadá e Índia, quando se exclui os EUA da primeira colocação, claro. No país, os estados da Califórnia e Flórida foram os mais afetados.

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As tentativas de ransomware, com alto índice de ocorrências, foram responsáveis por US$ 29,1 milhões em perdas, um número que triplica o total registrado no ano anterior. O FBI argumenta que mesmo esse total representa uma subnotificação em relação ao total de casos registrados em 2020, já que muitos hospitais, fornecedoras do mercado de saúde e instituições de pesquisas relacionadas às vacinas e remédios contra o COVID-19 também foram atingidos, mas não fazem parte das estatísticas das autoridades, que se concentram em corporações e usuários.

Ainda no tema do coronavírus, foram 28,5 mil registros de golpes relacionados a temas como prevenção, vacinação, cuidados de higiene ou venda de equipamentos de proteção, entre outros assuntos. Além disso, as autoridades ressaltam um alto número de tentativas de golpe envolvendo pedidos falsos de auxílio governamental ou ligações de bandidos se passando por representantes de agências oficiais, solicitando dados pessoais, bancários e pagamentos para liberação de recursos para comércios e cidadãos em situação de vulnerabilidade.

O FBI alerta também para um crescimento significativo nas tentativas de comprometimento de sistemas de e-mail, principalmente nos casos em que criminosos simulam a identidade de executivos reais ou endereços oficiais de uma companhia na tentativa de obter transferências de dinheiro. Apenas aqui, os prejuízos acumulados são de US$ 1,8 bilhão, representando uma tendência considerável de ameaça para 2021, também.

As autoridades chamam a atenção, ainda, para o crescimento de tentativas de fraude envolvendo bandidos que se passam por representantes ou atendentes de suporte técnico ou serviços de atendimento de empresas. Nessa categoria, foram US$ 146 milhões em perdas no ano de 2020, um número que pode não parecer tão alto assim diante do todo, mas que representa um aumento de 171% em relação a 2019.

Fonte: IC3 Internet Crime Report

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