Ciberataque em Portugal tem mesma assinatura de invasão ao Ministério da Saúde

Ciberataque em Portugal tem mesma assinatura de invasão ao Ministério da Saúde

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 05 de Janeiro de 2022 às 20h20
Divulgação/Check Point

A primeira semana do ano nem acabou e novos ataques digitais estão se tornando notícias pelo mundo. No domingo (2) o jornal português Expresso foi vítima de um golpe virtual assinado pelo Lapsus Group, mesmo grupo responsável pelo ataque no Ministério de Saúde do Brasil.

O site do jornal, durante o período do ataque, exibia uma página similar à que foi mostrada no crime feito contra o órgão governamental brasileiro, com uma mensagem avisando que dados seriam vazados se uma taxa não fosse paga aos criminosos.

Uma mensagem parecida com esta estava sendo exibida na página do jornal Expresso. (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Até a tarde desta quarta-feira (5), não havia detalhes sobre quais informações foram obtidas pelos criminosos e qual era o valor exigida. O Twitter oficial do jornal Expresso também foi invadido, publicando um tweet com um link para o grupo oficial dos criminosos no Telegram e com a mensagem “Lapsus$ é oficialmente o novo presidente de Portugal”.

Ao tentar acessar o site nessa quarta, a página principal já estava de volta ao ar; mas algumas notícias antigas, postadas no Twitter oficial do portal, estavam retornando endereços inexistentes.

O perfil do Twitter do Expresso ainda está linkando para um grupo de Telegram dos criminosos. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto/Canaltech)

Por fim, nenhuma nova postagem no Twitter é feita desde sábado (1), com o tuíte com o link para o grupo do Telegram tendo sido apagado. Porém, na descrição do perfil do jornal na rede social, é possível ver que eles ainda estão linkando para um grupo malicioso relacionado com o Lapsus Group.

Demais ataques do Lapsus Group

Além do ataque ao recente ataque ao jornal português Expresso, o Lapsus Group também é o responsável pelo ataque ao Ministério da Saúde do Brasil no começo de dezembro, que embora já resolvido, ainda está causando instabilidades no aplicativo ConecteSUS, que ficou fora do ar por semanas.

O Lapsus Group também afirma ter sido o responsável pela instabilidade que os serviços de telefonia móvel da Claro experienciaram em 27 e 29 de dezembro, gerando até mesmo uma notificação do Procon-SP para a empresa.

Fonte: O Povo

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