Chinês se declara culpado no caso de roubo de software de US$ 100 milhões

Por Redação | 08 de Janeiro de 2013 às 17h40

Um chinês foi atraído para o território dos Estados Unidos e preso pelas autoridades do país sob acusação de pirataria, e, quando chegou ao tribunal federal do país, Xiang Li se declarou culpado por piratear e vender um software caríssimo, com valor de mercado de US$ 100 milhões (204 milhões de reais).

Segundo informações da agência de notícias Reuters, as cópias eram de um software norte-americano usado principalmente em operações de defesa, engenharia e tecnologia espacial. Em 2011, durante uma ação na China, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos descobriu que Li estava por trás do varejo de softwares piratas na web.

Apesar do valor comercial do software ser de aproximadamente US$ 100 milhões, Li vendeu suas cópias por muito menos, porém não soube especificar exatamente o quanto lucrou. Originalmente, o empresário foi indiciado por 46 acusações criminais, mas acabou se declarando culpado de duas acusações individuais: conspiração para cometer violações de direitos autorais e fraude eletrônica. Ele pode pegar até 20 anos de prisão federal e ainda arcar com uma multa de US$ 500 mil (o equivalente a mais de 1 milhão de reais).

Grandes companhias como Microsoft, Oracle, Siemens, Delcam, Rockwell Automation, Agilent Technologies, SAP e Altera foram algumas das "vítimas corporativas" do software pirata, conforme relata a Reuters. Cerca de 200 empresas norte-americanas tiveram o sofisticado software roubado, e 325 compradores de 61 países adquiriram o sistema no mercado negro entre 2008 e 2011.

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