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80% das empresas acham insuficientes suas medidas de recuperação após ataques

Por| Editado por Claudio Yuge | 19 de Janeiro de 2023 às 12h00

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Quatro de cada cinco organizações brasileiras consideram suas medidas de recuperação após um incidente cibernético insuficientes diante da expectativa de gestores e administradores sobre isso. A lacuna também aparece na proteção de dados, com um mesmo número de empresas enxergando uma distância entre a frequência com que medidas desse tipo são tomadas e a quantidade de informações que podem ser perdidas em uma ocorrência.

Estes são alguns dos resultados apresentados pela empresa de backup e proteção de dados Veeam Software, em uma pesquisa que mede o sentimento de profissionais de tecnologia da informação e gestores quanto à segurança de suas organizações. Os números, nos quesitos acima, são de respectivamente 82% e 79%, com um resultado de insatisfação quanto à capacidade de resiliência e retorno às atividades após um ataque cibercriminoso.

Com isso, a proteção de dados surge como uma prioridade para 85% das organizações, com gastos mais altos em relação a outras áreas de TI e crescimento nos investimentos atrelados a outras ferramentas de resiliência cibernética. 57% das empresas participantes do estudo, ainda, afirmaram buscarem novas soluções de defesa neste ano, com um aumento médio de 6,5% nos investimentos para o setor.

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Isso decorre diretamente de uma fala presente no relatório da Veeam: o ransomware está vencendo. 85% das empresas brasileiras foram atingidas por pelo menos um incidente desse tipo em 2022, um aumento de 76% em relação ao ano anterior, enquanto entre as que foram vítimas, apenas 55% afirmaram ter recuperado totalmente seus dados. Somente 6% das organizações disseram ter confiança plena em suas soluções de backup, consideradas como o principal meio de retorno após um golpe assim.

O aumento no perigo e, por consequência, dos gastos com segurança também é encarado como obstáculo para a inovação e a transformação digital das companhias. Com recursos limitados, as companhias acabam investindo mais em proteção e prevenção, usando recursos que, antes, seriam destinados a outras áreas de tecnologia da informação, tornando a modernização mais lenta.

Ainda assim, o resultado do estudo indica uma adoção cada vez maior de contêineres e Kubernetes, com 52% das empresas já trabalhando a partir de soluções desse tipo, enquanto outras 40% pretendem implementar esse tipo de solução em breve. O estudo aponta, entretanto, que falta uma noção de proteção abrangente de cargas de trabalho, com a maioria das organizações ainda preferindo proteger o armazenamento.

Novamente, a Veenam volta seus olhos para os backups, grandes aliados na recuperação de dados, sim, mas que podem tornar difícil a recuperação rápida das operações após um incidente. Mais do que lenta, ela pode ser pouco confiável, com a saída sendo a adoção de plataformas seguras e modernas que abracem toda a carga de trabalho necessária para o funcionamento de uma organização.

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Fonte: Data Center Dynamics