41% das empresas não fazem atualizações de software com a frequência necessária

Por Redação | 26 de Junho de 2014 às 07h10

Em pesquisa recente divulgada pela F-Secure, a empresa de segurança comprovou que a muitas das pequenas e médias empresas não tomam medidas de segurança relacionadas a software. Segundo os dados, as organizações colocam seus negócios em risco ao utilizar softwares desatualizados.

Entre os entrevistados, 94% das pequenas e médias empresas acreditam na importância de manter os programas atualizados para a segurança da rede, no entanto, apenas 59% afirmaram que fazem as atualizações de software com frequência. Isso significa que quatro em cada dez empresas deixam seus negócios vulneráveis. Além disso, apenas 63% afirmam que têm os recursos necessários para realizar essas atualizações.

A atualização de software é um ponto essencial para a segurança da empresa. Essas brechas deixam informações corporativas vulneráveis a ataques. Segundo a F-Secure Labs, entre 70% e 80% dos dez principais malwares detectados pela empresa poderiam ser evitados caso houvesse a atualização correta dos softwares.

Entre os fatores que levam as empresas a não atualizar seus sistemas está o tempo empregado nesta função. A média de tempo exigido para realizar as atualizações rotineiras de software é de 11 horas por semana - nas companhias abaixo de 50 funcionários o tempo médio é de três horas por semana, enquanto as empresas com mais de 250 funcionários ocupam 15 horas semanais na tarefa.

Neste caso o indicado é que as empresas optem por recursos que mantêm todos os programas da empresa atualizados. A automatização deste serviço economiza tempo e recursos da empresa, além de garantir que ela não fique permanentemente vulnerável para ataques.

Entre os mitos que giram em torno da atualização de software está a crença de que o problema está no sistema operacional, mas na verdade o maior risco se encontra nos próprios programas de uso profissional e pessoal como, por exemplo, o Skype, Adobe Reader, navegadores e plugins como o Java.

Uma condição que tem agravado os riscos das empresas é o uso cada vez mais frequente de computadores pessoais dos funcionários para as tarefas corporativas. Quase metade das empresas que permitem este uso aceita que os funcionários tenham seus programas e aplicativos de uso pessoal. Nas pequenas empresas essa aceitação é maior e chega aos 56%.

Nessas empresas que aceitam o uso do computador pessoal, 67% delas deixam a cargo do próprio funcionário a tarefa de atualização dos softwares, atitude arriscada tendo em vista a vulnerabilidade que se tem dos dados da própria empresa. No geral, 30% desses funcionários fazem apenas as atualizações básicas do sistema operacional e não dos softwares instalados na máquina.

A pesquisa foi concluída em 2013 e envolveu companhias com até 500 funcionários em oito países. O Brasil não está entre eles.

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