Você é estressado? Então o risco de ataque cardíaco é bem maior, segundo estudo

Você é estressado? Então o risco de ataque cardíaco é bem maior, segundo estudo

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 03 de Janeiro de 2022 às 12h26
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Um novo estudo publicado na revista científica JAMA Network ressaltou as relações estreitas entre o estresse e o risco de ataque cardíaco. Os autores analisaram 918 pacientes em busca de sinais de isquemia cardíaca (também conhecida como isquemia miocárdica, que consiste na diminuição da passagem de sangue pelas artérias) e acompanharam a saúde do coração por alguns anos.

Segundo o artigo, o estresse mental teve um impacto significativo no coração e na vida dos pacientes, que eram mais propensos a sofrer um ataque cardíaco ou morrer de doenças cardiovasculares nos anos que se seguiram. Essas novas descobertas conversam com um estudo feito anteriormente, em que se chegou à conclusão de que o alto nível de estresse leva a duas vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco.

O estudo menciona que o estresse pode ser causado por incidentes como a perda de um emprego ou a morte de um ente querido, por exemplo, mas também pode resultar da contínua insegurança econômica, da vivência em uma área de alta criminalidade ou de depressão.

Estresse eleva risco de ataque cardíaco, segundo estudo (Imagem: Ali Hajiluyi/Unsplash)

O impacto do estresse tem início no cérebro, mais precisamente nos circuitos do medo. A amígdala (uma estrutura cerebral responsável pela manifestação de reações emocionais) libera então alguns hormônios que, com o tempo, podem aumentar os níveis de gordura corporal, pressão arterial e resistência à insulina. As reações do corpo ao estresse ainda podem causar inflamação nas artérias, coagulação do sangue e prejuízo na função dos vasos sanguíneos.

Fonte: JAMA Network

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