Variante Delta predomina e número de crianças infectadas aumenta nos EUA

Variante Delta predomina e número de crianças infectadas aumenta nos EUA

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 10 de Agosto de 2021 às 15h10
bondarillia/Unsplash

Nos Estados Unidos, a variante Delta (B.1.671.2) do coronavírus SARS-CoV-2 já é predominante. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a estimativa é que 80% dos novos casos da COVID-19 sejam causados pela variante. Neste cenário, o número de crianças infectadas cresce em todo o país. Atualmente, apenas quem tem 12 anos ou mais pode se imunizar. 

De acordo com o jornal The New York Times, médicos da linha frente observam que mais crianças estão gravemente doentes do que em qualquer outro período da pandemia e que a variante Delta, altamente contagiosa, é provavelmente a culpada. “Todos estão um pouco nervosos com a possibilidade de que a variante Delta possa de fato ser, de alguma forma, mais perigosa em crianças”, explicou o médico Richard Malley, especialista em doenças infecciosas pediátricas do Hospital Infantil de Boston.

Casos da COVID-19 crescem nos EUA, onde predomina a variante Delta do coronavírus (Imagem: Reprodução/Peoplecreations/Freepik)

No entanto, a maioria das crianças com a COVID-19 tem sintomas leves, como coriza, congestão, tosse ou febre. Até o momento, não há evidências suficientes para confirmar que a variante Delta é mais perigosa para as crianças do que outras variantes. A questão que uma pequena parte das crianças desenvolve a doença na forma grave, chegando ao hospital com pneumonia ou com dificuldade respiratória, mas o número ainda é pequeno.

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Questão das vacinas

As vacinas são eficazes contra a variante Delta, mas crianças menores de 12 anos ainda não são elegíveis para a imunização. Dessa forma, conforme avança a vacinação dos adultos e adolescentes, a tendência é que os menores representem uma porcentagem maior de casos da COVID-19. 

Entre 22 e 29 de julho, 19% dos casos relatados eram de crianças, segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP). Nesse período, foram 72 mil casos pediátricos da COVID-19 no país. “Eles são os não vacinados”, comentou a médica Yvonne Maldonado, especialista em doenças infecciosas pediátricas da Universidade de Stanford e presidente do Comitê de Doenças Infecciosas da AAP. “É onde estamos vendo todas as novas infecções”, completou.

Crianças estão ficando mais doentes com a variante Delta?

Ainda não há um consenso se as crianças infectadas com a variante Delta estão, de fato, ficando mais doentes do que se tivessem pegado uma variante diferente. Por outro lado, existem novos estudos preliminares, principalmente sobre adultos, de que a Delta pode causar doenças mais graves, mas ainda é uma questão aberta. 

“Não há evidências firmes de que a doença seja mais grave”, afirmou o médico Jim Versalovic, patologista e pediatra do Hospital Infantil do Texas, em Houston. “Certamente estamos vendo casos graves, mas vimos casos graves em toda a pandemia”, completou o especialista sobre o atual momento da pandemia.

Fonte: NYT  

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