Vacinas de mRNA podem reduzir risco de COVID grave em 91%, diz estudo

Vacinas de mRNA podem reduzir risco de COVID grave em 91%, diz estudo

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 07 de Julho de 2021 às 17h40
Pfizer Brasil

Pessoas que foram completamente imunizadas (2 doses) com vacinas de mRNA (RNA mensageiro) nos Estados Unidos apresentaram até 91% menos probabilidade de desenvolver a infecção do coronavírus SARS-CoV-2 do que aqueles que não foram vacinados, de acordo com estudo norte-americano. Além disso, a pesquisa observou que a primeira dose contra a COVID-19 já oferece proteção para o usuário.

Publicado na revista científica New England Journal of Medicine, o estudo se baseou em dados preliminares divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em março deste ano, com profissionais que atuam na linha de frente de combate ao coronavírus. Foram considerados os efeitos de dois imunizantes contra a COVID-19, baseados no mRNA: a fórmula da Pfizer/BioNTech; e a da Moderna.

Vacinas de mRNA reduzem em 91% risco de infecção da COVID-19 (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato Elements)

Segundo o estudo, os imunizantes apresentaram uma taxa de eficácia de 81% na redução do risco de infecção após vacinação parcial — duas semanas após a primeira dose, mas antes da segunda dose ser administrada. Quando aplicadas as duas doses, o estudo sugere que as vacinas reduzem a gravidade dos sintomas de COVID-19 e encurtam a duração da doença.

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Estudo com as vacinas de mRNA

A pesquisa sobre a eficácia das vacinas de mRNA recrutou 3.975 participantes de oito estados norte-americanos, como Flórida e Texas. No total, apenas 204 (5%) dos participantes testaram positivo para a infecção do SARS-CoV-2, sendo que 156 não foram vacinados, 32 tinham um status vacinal indeterminado e 16 foram total ou parcialmente vacinados. As três pessoas hospitalizadas não foram imunizadas.

“Demos essas vacinas a alguns dos grupos de maior risco neste país — médicos, enfermeiras e socorristas”, explicou Sarang Yoon, um dos autores do estudo. “Essas são as pessoas que estão se expondo ao vírus dia após dia, e a vacina as protegeu contra o contágio da doença. Aqueles que infelizmente contraíram a COVID-19, apesar de terem sido vacinados, ainda estavam em melhor situação do que aqueles que não o fizeram”, completou o especialista.

Segundo os autores, os participantes com alguma proteção desencadeada por vacinas apresentavam sintomas mais leves. Por exemplo, a presença de febre foi 58% menor entre os vacinados. Além disso, os ​dias em repouso foram reduzidos em 60% com a imunização.

A pesquisa também sugere que indivíduos total ou parcialmente vacinados que contraíram a COVID-19 podem ter menos probabilidade de espalhar o vírus para outras pessoas. Isso porque os participantes do estudo — e que haviam recebido alguma imunização — apresentavam uma concentração 40% menor do coronavírus no nariz, quando infectados.

Para acessar o estudo completo, publicado na revista científica New England Journal of Medicine, clique aqui.

Fonte: Universidade de Utah  

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