Vacinação em massa contra a COVID-19 só deve acontecer em 2022, diz OMS

Por Fidel Forato | 09 de Setembro de 2020 às 18h20
Liz Masoner /Pixabay

Na pandemia da COVID-19, o mundo — o que inclui governos, autoridades públicas e pesquisadores  — aguarda ansiosamente por uma vacina eficaz e segura contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), mas será preciso controlar as emoções. Isso porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) não espera que imunizantes sejam distribuídos, de forma massiva e para a população mundial, antes de 2022.

Nesta quarta-feira (9), a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, foi quem comentou sobre o tempo que as vacinas contra a COVID-19 levarão até serem disponibilizadas para todo o mundo. No entanto, essa não deve ser a regra, já que integrantes dos grupos de risco devem ser imunizados até a metade de 2021, em um cenário mais otimista.

Para OMS, a vacinação em massa contra a COVID-19 só deve acontecer em 2022 (Imagem: Willfried Wende/Pixabay )

“Muitos pensam que no início do próximo ano haverá uma panaceia que resolverá tudo, mas não será assim: há um longo processo de avaliação, licenciamento, fabricação e distribuição”, pontuou  Swaminathan. “É a primeira vez na história que precisamos de bilhões de doses de uma vacina”, explica sobre as dificuldades logísticas para a ampla distribuição da vacina contra a COVID-19 .

Qume deve tomar a vacina primeiro?

Como o número de imunizantes será limitado, pelo menos nos primeiros meses de produção da vacina contra a COVID-19, deve acontecer uma seleção dos grupos prioritários. De acordo com a cientista-chefe da OMS, “os profissionais de saúde devem ser os primeiros, e assim que chegarem mais doses, devem ser alcançados os mais velhos, pessoas com outras doenças, para, assim, ir cobrindo cada vez mais a população, um processo que levará alguns anos".

Em paralelo a essas campanhas de vacinação, Swaminathan explica que as pessoas devem continuar a respeitar os protocolos sanitários e de higiene, como o distanciamento social, a utilização de máscaras e a higienização das mãos. Lógico que considerando a situação de cada região no combate e no controle do coronavírus.

Atualmente, são mais 27 milhões de casos da COVID-19 no mundo, sendo 900 mil óbitos em decorrência da infecção, segundo a plataforma Worldometer. Mesmo que algumas regiões e países tenham controlado o número de casos (há mais de 19 milhões de recuperados), o vírus continua a circular e a pandemia ainda não acabou. 

Covax: distribuição de vacinas contra a COVID-19

Na ocasião, a cientista-chefe da OMS também comentou sobre a importância do COVAX. Este é um programa em que a OMS e outros organismos internacionais financiam pesquisas de vacinas contra a COVID-19 e, em troca, esperam garantias para a distribuição do imunizante selecionado para todo o mundo. Por trás da iniciativa, está a ideia de que o acesso igualitário a uma vacina é a chave para vencer o coronavírus e enfrentar a pandemia.

Atualmente, o COVAX negocia com as principais empresas farmacêuticas e instituições de pesquisas para conseguir adquirir grandes quantidades de doses de uma ou das vacinas contra a COVID-19, desde que sejam comprovadas eficácia e segurança. A partir disso, serão traçados planos de distribuição do imunizante, de acordo com a necessidade de cada região.

Fonte: Estadão  

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