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Vacina VPC15 protege contra infecções que causam pneumonia e meningite

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Prostock-studio/Envato Elements
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Começa a chegar nos laboratórios e clínicas particulares do Brasil uma nova vacina pneumocócica, a VPC15, custando cerca de R$ 350 por dose. Desenvolvida pela farmacêutica norte-americana MSD, o imunizante oficialmente chamado de VaxNeuvance 15-valente protege contra 15 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), capaz de provocar quadros de pneumonia e meningite (inflamação das emmbranas que revestem o cérebro).

Especialmente em crianças e indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido, a bactéria pneumococo pode causar quadros de otite (inflamação no ouvido) até bacteremia (infecção generalizada do sangue), além das já citadas pneumonias e meningites.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIm), a nova vacina VPC15 protege contra os sorotipos 3 e 19A, sendo que estes são responsáveis pela “maior parte das doenças pneumocócicas graves no Brasil”. Inclusive, estão associados com os casos mais frequentes de resistência antimicrobiana — quando os antibióticos comuns não fazem o efeito esperado de combater a infecção.

Eficácia da vacina pneumocócica

Para entender a eficácia contra a bactéria pneumococo, é preciso explicar que, no país, existem diferentes tipos de vacinas com este objetivo. Por exemplo, no Sistema Único de Saúde (SUS), está disponível a vacina VPC10. Como o próprio nome diz, ela imuniza contra 10 sorotipos e tem eficácia estimada em cerca de 70% contra formas graves.

Na rede privada, estão disponíveis a VPC13 e a VPC15. No caso da primeira, a proteção é contra 13 sorotipos, o que implica em uma eficácia de 90% para as doenças graves. “De acordo com nossos dados de vigilância de sorotipos pneumocócicos circulantes, a inclusão destes [dois novos] sorotipos aumenta a prevenção em cerca de 1%, comparando com a vacina VPC13”, afirma a SBIm sobre a versão mais completa.

Além disso, ambas as versões imunizam contra os sorotipos 3 e 19A. Dessa forma, os especialistas da SBIm recomendam que a pessoa seja imunizada com aquela que estiver disponível, sem apontar uma preferência específica pela VPC15 ou VPC13. Ainda não há previsão para elas desembarcarem no SUS.

Quando tomar a VPC15?

Na maioria dos casos, os bebês com 2 meses devem receber a primeira de três doses da VPC13 ou VPC15, preferencialmente, com 60 dias de intervalo entre elas. Ao completar 12 ou 15 meses, uma dose de reforço é aplicada, completando o esquema vacinal para grande parcela dos indivíduos.

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Agora, crianças de 6 anos, adolescentes ou adultos com doenças crônicas e que não foram vacinados ainda devem tomar uma dose única da VPC13 ou VPC15. Além disso, são orientados a tomar uma dose complementar da vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) — sim, ela protege contra 23 sorotipos, mas é majoritariamente indicada para imunossuprimidos no SUS.

Para os que completaram 60 anos, a indicação é receber, inicialmente, uma dose da VPC13 ou VPC15. Entre 6 a 12 meses, ele deve tomar uma dose da VPP23. Passados cinco anos, mais uma VPP23. Cabe destacar que quem está com o esquema vacinal em dia, com a VPC10 ou VPC13, não tem indicação de revacinação com a VPC15.

Efeitos adversos

Como a maioria das vacinas, a VPC15 também pode provocar alguns efeitos adversos, sendo que a maioria são leves e de curta duração (passam totalmente em menos de 3 dias). Segundo a SBIm, os efeitos colaterais mais comuns são:

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  • Irritabilidade;
  • Febre;
  • Sonolência;
  • Dor;
  • Edema, endurecimento e eritema no local da injeção;
  • Perda do apetite;
  • Dor de cabeça.

Fonte: SBIm