Vacina pode aliviar efeitos da COVID de longa duração

Vacina pode aliviar efeitos da COVID de longa duração

Por Fidel Forato | Editado por Jones Oliveira | 03 de Março de 2021 às 18h00
rottonara / Pixabay

Após contraírem e se recuperarem do novo coronavírus (SARS-CoV-2), alguns pacientes continuam a apresentar sintomas da COVID-19 —  como fadiga, falta de ar, dor de cabeça ou perda do olfato — meses depois. Pesquisadores e médicos têm apelidado esses casos de COVID de longa duração, ou "COVID longa". No entanto, os motivos que levam essa perpetuação dos sintomas ainda são desconhecidos. Pelo menos, a vacinação deverá aliviar esse quadro, de acordo com uma série de relatos de caso.

É possível que pessoas com sintomas persistentes  da COVID-19 possam melhorar após serem vacinadas, de acordo com o médico Daniel Griffin, especialista em doenças infecciosas e pesquisador da Universidade Columbia, nos Estados Unidos. A conclusão foi obtida após inúmeros relatos de caso de seus pacientes em tratamento. 

Vacinas podem melhorar recuperação de pacientes da COVID de longa duração (Imagem: Reprodução/ Katja Fuhlert/ Pixabay)

Segundo Griffin, os pacientes que melhoraram da COVID de longa duração relataram alguns efeitos colaterais após receberem a primeira dose de uma imunizante. No caso, os pacientes receberem apenas doses da fórmula da Pfizer/BioNTech e da Moderna. Por outro lado, notificaram também que os sintomas crônicos começaram a desaparecer, relatando, por exemplo, que o olfato estava melhorando ou que não estavam mais tão cansados, na maioria das vezes.  

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No entanto, é importante esclarecer que essas informações ainda são limitadas —  principalmente, pelo baixo número de pessoas envolvidas —  e ainda não foram realizadas pesquisas extensas sobre a recuperação de pacientes da COVID de longa duração com as vacinas, o que se tem são relatos individuais deste efeito.

Vacinas e COVID longa

Para entender a melhora desses pacientes através da vacinação, pesquisadores buscam explicações biológicos para o fato. Segundo Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale, uma teoria é que o coronavírus ou fragmentos do vírus permaneçam ativos no corpo desses indivíduos, mesmo que não sejam contagiosos. No entanto, essas "sobras" da COVID-19 podem manter o sistema imunológico em constante estado de irritação. “Potencialmente, esses 'restos' são eliminados [com a vacinação], porque você está gerando [novos] anticorpos”, pensa Iwasaki.

No entanto, ainda há muito o que aprender sobre a relação entre a COVID de longa duração e as vacinas disponíveis. Agora, pesquisas cada vez mais rigorosas devem investigar de que forma essas pessoas melhoram após serem vacinadas. Para verificar essa relação, será possível adotar medidores de proteínas inflamatórios no sangue, por exemplo. Dessa forma, é viável medir a diferença entre os níveis dos imunizados e aqueles que ainda não foram.

Fonte: The Verge  

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