Vacina da Pfizer pode ser aprovada para crianças de 5 anos ou mais em outubro

Vacina da Pfizer pode ser aprovada para crianças de 5 anos ou mais em outubro

Por Renato Santino | Editado por Luciana Zaramela | 10 de Setembro de 2021 às 16h30
Pfizer Brasil

A BioNTech, parceira Pfizer no desenvolvimento da Comirnaty, a vacina de mRNA que tem sido amplamente usada no combate à covid-19 no mundo, quer levar seu imunizante a um público ainda mais jovem. A empresa agora busca aprovar seu uso entre crianças de 5 a 11 anos de idade, o que pode acontecer a partir da metade de outubro.

Em entrevista ao jornal alemão Der Spiegel, Özlem Türeci, diretora médica da BioNTech, explica que deve entregar para órgãos reguladores os resultados dos estudos com essa população mais jovem para buscar a autorização de uso.

O produto é o mesmo que tem sido utilizado em adolescentes, adultos e idosos, mas com uma diferença: a dosagem. A empresa experimenta uma dose menor para crianças de menos de 12 anos.

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Vacinação infantil deve ser a próxima fronteira das campanhas de imunização contra covid-19 (Imagem: Freepik)

A pressa tem um motivo: a Alemanha, que sedia a BioNTech, se aproxima de um teto de vacinação, com 66,3% da população tendo recebido ao menos uma dose. A liberação do uso pediátrico dos imunizantes permitiria que uma parcela maior dos alemães pudesse ser imunizada. O país também se prepara para o outono e o inverno, período associado a maior transmissibilidade de doenças respiratórias, especialmente com a variante Delta.

As crianças têm se tornado uma preocupação nesta nova fase da pandemia, em que cada vez mais adultos já estão vacinados contra a covid-19. Os Estados Unidos, por exemplo, têm visto uma explosão nos casos pediátricos, já que o grupo ainda não tem imunizantes aprovados para uso no país.

Outras fabricantes de vacinas também já começam a explorar a possibilidade de imunizar crianças. Experimentos com a CoronaVac realizados na China demonstraram a segurança do imunizante em crianças a partir de 3 anos, mas a Anvisa rejeitou o uso pediátrico no Brasil alegando falta de dados. No Chile, o uso foi aprovado para crianças de 6 anos ou mais.

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