Vacina da Pfizer e BioNTech apresenta resposta imune "robusta" contra a COVID-19

Por Natalie Rosa | 12 de Agosto de 2020 às 14h44
CDC/Unsplash

De acordo com relatório publicado nesta quarta-feira (11), na revista científica Nature, os testes da vacina contra a COVID-19, desenvolvida em parceria da Pfizer com a BioNTech, apresentaram uma resposta imune "robusta" contra o SARS-CoV-2.

As doses da vacina BNT162b1 foram aplicadas em 45 adultos saudáveis com idades entre 18 e 55 anos, sendo 23 homens e 22 mulheres. Os participantes receberam, de forma aleatória, 10 μg (micrograma), 30 μg ou 100 μg da vacina, ou a versão placebo, sem efeito. Aqueles que receberam as doses reais ainda contaram com uma segunda aplicação 21 dias depois.

Imagem: Reprodução

De acordo com os cientistas, a vacina foi bem aceita pelos participantes e apenas alguns apresentaram efeitos colaterais leves a moderados. No decorrer dos primeiros sete dias após a aplicação, foram relatadas reações como dor no local da injeção, dor de cabeça, febre e distúrbios do sono, de acordo com o nível de cada dose. 

O relatório mostra ainda que os anticorpos contra o novo coronavírus estavam presentes 21 dias depois da primeira aplicação, em todos os níveis de dose. No entanto, a quantidade de anticorpos neutralizantes do SARS-CoV-2 apresentou um aumento relevante conforme as dosagens administradas, com resposta imune muito mais forte do grupo que recebeu 30 μg.

Entre quem recebeu as vacinas de 30 μg e 100 μg não houve diferença na resposta imune após a aplicação de somente uma dose, mas aqueles que receberam a dosagem maior sentiram efeitos colaterais maiores, não recebendo nenhuma outra aplicação na sequência.

Em comparação com pessoas que já se curaram da COVID-19, os níveis de anticorpos dos voluntários da vacina ficaram entre 1,9 a 4,6 vezes maiores. Mesmo com esses resultados, ainda é preciso esperar que os ensaios da fase 3 da vacina sejam concluídos para verificar a eficácia da BNT162b1.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Business Standard via Nature  

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