Vacina da Pfizer deve ser disponibilizada para adolescentes em junho na Europa

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 29 de Abril de 2021 às 19h20
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Desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech, esta vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 foi a primeira a ser aprovada na União Europeia (UE) para pessoas com mais de 16 anos. Agora, o imunizante contra a COVID-19 também deve estar disponível para adolescentes de 12 a 15 anos, na Europa, a partir de junho. Ainda é preciso aguardar pela autorização do órgão regulador. 

Segundo o presidente-executivo da BioNTech, Uğur Şahin, a companhia deve apresentar o pedido para expandir o público-alvo da vacina, aprovada de forma emergencial, na próxima quarta-feira (5) para a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Pfizer busca ampliar a vacinação contra a COVID-19, incluindo adolescentes entre 12 e 15 anos (Imagem: Reprodução/Microgen/Envato Elements)

Nos Estados Unidos, o pedido para incluir a faixa etária dos 12 aos 15 anos aguarda autorização da agência reguladora local desde o início de abril. Vale lembrar que este também foi o primeiro imunizante a ser aprovado nos EUA contra o coronavírus. Por enquanto, as empresas ainda não sinalizaram o pedido para expandir o uso da fórmula Pfizer/BioNTech no Brasil, onde ela já possui registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vacinação dos mais jovens contra a COVID-19

De acordo com a empresa alemã, a vacinação dos mais jovens deve ser vista como um passo fundamental para a imunidade coletiva e o fim da pandemia da COVID-19. Inclusive, a possibilidade de imunizar os adolescentes contra o coronavírus garantirá que as escolas permaneçam abertas e eventuais surtos da doença não devem levar ao fechamento das unidades de ensino, como já aconteceu algumas vezes. Neste caminho, a BioNTech também anunciou que está testando a vacina contra a COVID-19 em bebês e crianças de seis meses a cinco anos, o que garantirá, no futuro, a imunização completa da população.

Vale lembrar que, no final do março, a BioNTech e a Pfizer divulgaram os resultados de um estudos sobre a imunização dos mais jovens (de 12 a 15 anos) contra a COVID-19. No grupo, a fórmula demonstrou uma alta resposta no número de anticorpos e segurança. A taxa de eficácia inicial foi de 100% contra o agente infeccioso. 

Fonte: The Guardian  

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