Usuários de drogas usam vestíveis fitness para monitorar aceleração cardíaca

Por Patrícia Gnipper | 10 de Julho de 2018 às 23h15

Dispositivos vestíveis com recursos fitness, como o Apple Watch e o Fitbit, por exemplo, são uma verdadeira "mão na roda" para quando estamos praticando atividades físicas, também sendo úteis no monitoramento de nossa saúde. É que tais aparelhos monitoram coisas como a frequência dos batimentos cardíacos, entre outras, e é justamente por isso que usuários de drogas vêm usando tais vestíveis em uma tentativa considerada irresponsável de acompanhar os efeitos que a droga está causando em seus organismos.

Em grupos de redes sociais e fóruns, como o Reddit, vemos tópicos em que usuários de substâncias como a cocaína compartilham suas experiências com apps de monitoramento cardíaco durante a diversão regada a entorpecentes. A ideia é monitorar o quanto seus corações estão acelerando a cada nova dose da droga, tentando garantir que o órgão não está batendo muito mais rápido do que o esperado para uma situação do tipo.

Contudo, monitores cardíacos virtuais podem passar uma falsa sensação de segurança, de acordo com o cardiologista Ethan Weiss, da Universidade da Califórnia. Ele explica que esses apps podem levar as pessoas a usar uma quantidade ainda maior de drogas, confiando que seus corações estão batendo dentro de um ritmo aceitável, quando, na verdade, a pressão sanguínea também é afetada pelo uso de cocaína — e a maioria dos vestíveis fitness não monitora a pressão sanguínea do usuário.

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Ainda, os monitores cardíacos virtuais não são 100% seguros, uma vez que estudos recentes descobriram que eles podem ser menos precisos do que uma cinta de peito padrão. O uso da cocaína pode levar a overdoses, sendo que esta droga em específico é a causa de mais de 5 mil mortes por overdose ao ano nos EUA, de acordo com o Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas. Essas mortes são relacionadas a ataques cardíacos, sim, mas também a derrames e anginas, além de outras complicações que não podem ser evitadas com um monitor cardíaco embutido em um Apple Watch ou Fitbit.

Fonte: CNBC

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