Uma pessoa vacinada contra covid reduz risco de infecção de uma família inteira

Uma pessoa vacinada contra covid reduz risco de infecção de uma família inteira

Por Renato Santino | Editado por Luciana Zaramela | 14 de Outubro de 2021 às 09h40
Twenty20photos/Envato Elements

Um novo estudo realizado na Suécia mostrou que mesmo com apenas uma pessoa vacinada numa residência, a família já fica mais protegida contra o risco de infecção e hospitalização contra covid-19. O resultado é ainda melhor quando o número de imunizados é maior.

O estudo, publicado na revista Jama Internal Medicine, acompanhou quase 1,8 milhão de cidadãos suecos, de mais de 814 mil famílias do país. Todas elas adquiriram imunidade ou por infecção prévia, ou pela vacinação com os imunizantes da Pfizer/BioNTech, da Moderna e da AstraZeneca. Essas pessoas foram comparadas com outras que não se vacinaram, nem tiveram contato com o vírus. Foram levadas em conta famílias de no máximo cinco pessoas, uma vez que a amostragem dessa população foi considerada muito pequena para ser estatisticamente relevante.

Entre as famílias de maioria não-imunizada em que havia uma pessoa imune, o risco de contrair a covid-19 era reduzido entre 45% e 61%. Quando havia duas pessoas imunes, o risco diminuiu entre 75% e 86% e a redução chegou à faixa de 91% a 94% quando três residentes estavam imunizados.

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Imagem: National Cancer Institute/Unsplash

Os autores apontam que essa redução de risco também se manteve quando se observou o risco de agravamento da doença e hospitalização. Uma família de três pessoas com uma delas vacinada já viu uma redução de risco de internação de 80%.

A constatação é uma notícia positiva para áreas em que a vacinação ainda está defasada, em que muitas pessoas ainda não estão imunizadas. É sinal de que há um impacto epidemiológico positivo, mesmo quando apenas uma minoria tem acesso aos imunizantes.

Os pesquisadores admitem, no entanto, uma limitação importante. No momento em que o estudo foi realizado, a variante Delta ainda não havia se tornado dominante na Suécia. É possível que as descobertas apontadas no artigo já não sejam mais válidas diante da cepa que se tornou prevalente no mundo.

Fonte: Medscape

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