EMA: risco de trombose com vacina de Oxford é raro e vacinação deve continuar

Por Natalie Rosa | 08 de Abril de 2021 às 15h35
microgen/Envato

A vacina Vaxzevria (ou Covishield, como é apresentada aqui no Brasil), desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca com a Universidade de Oxford, apresenta risco raríssimo de trombose, de acordo com comunicado da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) feito na última quarta-feira (7). Com a notícia, a EMA relata que o surgimento de coágulos sanguíneos pode, de fato, acontecer após a imunização, mas que por ser extremamente raro, a vacinação não deve parar. 

"O comitê de segurança da EMA (PRAC) concluiu que coágulos de sangue incomuns com plaquetas baixas podem ser listados como efeitos colaterais raros da Vaxzevria", diz o comunicado. "Para chegar à conclusão, o comitê levou em consideração todas as evidências disponíveis atualmente, incluindo o conselho de um grupo de especialistas", completa, dizendo ainda que os fatores de risco, com base nas evidências existentes atualmente, não foram confirmados.

A EMA ainda reforça que a proteção contra a doença provocada pelo coronavírus é extremamente crucial, e que a maioria dos casos de coágulos sanguíneos e redução do número de plaquetas aconteceram em mulheres com menos de 60 anos de idade, a partir da segunda semana após a vacinação. A agência ainda diz aos profissionais de saúde e as pessoas que receberão a dose desta vacina precisam estar cientes dos efeitos colaterais, recomendando ainda que, se for necessário, procurem atendimento médico.

Imagem: Reprodução/twenty20photos/Envato

Ainda de acordo com o comunicado, o PRAC observou que os coágulos sanguíneos surgiram nas veias do cérebro — provocando o que é chamado de trombose venosa cerebral, e no abdômen, causando a trombose esplâncnica —, e também nas artérias. Outro efeito adverso observado foram níveis baixos de plaquetas sanguíneas e hemorragia, em poucos casos. Foram estudados 62 casos de trombose venosa cerebral e 24 casos de trombose esplâncnica, sendo 18 deles fatais.

Em relação às causas dos efeitos colaterais, o PRAC estuda a possibilidade de ser uma resposta do sistema imunológico que costuma acontecer com pacientes tratados com heparina, e mais estudos continuarão sendo feitos para chegar a uma conclusão definitiva. A agência volta a reforçar que os casos são raros e que os benefícios da vacinação contra a COVID-19 superam os efeitos colaterais da vacina.

A recomendação da EMA é que pessoas que se vacinaram e apresentam sintomas (como dificuldade para respirar, dor no peito, inchaço nas pernas, dores abdominais persistentes, dores de cabeça, visão borrada e pequenas manchas de sangue na região da pele que recebeu a aplicação) busquem ajuda médica o quanto antes.

 

 

Fonte: EMA

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