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Taturana: o que fazer em caso de queimadura?

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Reprodução/Flickr/Yanne R
Reprodução/Flickr/Yanne R

As taturanas são, na verdade, o estágio larval de alguns insetos da ordem Lepidoptera que, depois, se tornarão mariposas.

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No entanto, durante essa fase de suas vidas, elas "queimam" por causa dos espinhos presentes em seu corpo, que liberam toxinas ao entrarem em contato com a pele.

Quando isso ocorre, é preciso buscar atendimento médico. O tratamento depende da gravidade da queimadura e da espécie da taturana. Em casos leves, são indicados apenas remédios para controle de sintomas como analgésicos e antialérgicos. 

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Em casos mais graves, é administrado o soro antilomônico, específico para acidentes com esse inseto e produzido pelo Instituto Butantan, assim como é administrado o soro antiofídico para acidentes com cobras e animais peçonhentos.

"Essas toxinas provocam uma intensa reação inflamatória, resultando em dor, vermelhidão, inchaço e, em alguns casos, náuseas e mal-estar", explica a dermatologista Debora Terra Cardial.

Embora não seja tão comum avistar taturanas, que vivem majoritariamente em árvores frutíferas, o contato com elas pode se tornar mais frequente, uma vez que o desmatamento força esses animais a buscarem outros lugares para viverem.

Ainda segundo a médica, o contato pode provocar dor intensa e inflamação. Em casos de acidentes, a médica dermatologista orienta a:

  1. lavar a área afetada com água corrente e sabão neutro, sem esfregar, para remover eventuais espinhos;
  2. aplicar fita adesiva tipo esparadrapo sobre a pele para retirar pelos urticantes remanescentes; e
  3. buscar atendimento médico imediatamente, especialmente se houver sintomas como dor intensa, febre ou sangramentos.

Além disso, não é recomendado esfregar a região, porque isso pode espalhar o veneno.

"O veneno de algumas espécies de taturanas pode ser mais perigoso, com risco de hemorragias e complicações graves", destaca ela.

A mais perigosa delas é a lonomia obliqua (imagem abaixo), encontrada em grandes aglomerados e, nestes casos, chamar o centro de zoonoses para fazer a retirada delas, uma vez que a tendência é que o grupo de animais cresça.

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