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Sons dos eletrônicos podem danificar audição dos pets

Por| Editado por Luciana Zaramela | 18 de Janeiro de 2024 às 14h49

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Viktoria Lavrynenko/Unsplash
Viktoria Lavrynenko/Unsplash

Já está claro que os animais de estimação têm uma audição muito mais sensível que os seres humanos, de modo que podem registrar até mesmo sons que não são captados pelos nossos ouvidos. Justamente por conta disso, é possível observar que determinados sons podem ser prejudiciais para a audição do seu pet.

Os seres humanos podem detectar frequências de até 20.000 Hertz, o que representa menos da metade da capacidade de um cachorro (45.000 Hertz) e uma porcentagem ainda menor, em comparação com a capacidade de um gato (64.000 Hertz).

Em 2015, uma pesquisa publicada no periódico Journal of Feline Medicine and Surgery levantou um alerta para convulsões reflexas audiogênicas felinas. Sons como telefones tocando, uma colher de metal caindo em uma tigela de cerâmica, batidas no vidro, digitações no teclado do computador ou mesmo estalar de língua foram algumas das causas de convulsões em 96 gatos.

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Nesse caso específico, a condição é muito mais grave do que simplesmente um som incômodo, mas demonstra o quão sensível é a audição de um animal.

Quanto barulho um pet pode aguentar?

Um estudo publicado em 2022 na Psychology Today revelou que o nível sonoro ambiental médio para cães deveria ser pelo menos 20 decibéis menor do que o recomendado para humanos. Isso seria próximo dos níveis sonoros encontrados em áreas residenciais urbanas, como 45 dB a 55 dB.

"Como humanos, conhecemos os perigos do ruído alto para os ouvidos e, portanto, é nossa responsabilidade cuidar dos cães, criando um ambiente livre de ruído e propício para eles viverem”, apontaram os pesquisadores, na ocasião.

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Ajude seu pet em casa

Em recomendações à Inverse, a veterinária afirmou que não podemos proteger nossos pets de absolutamente tudo que os assusta, mas podemos tomar algumas providências para que a nossa casa seja mais acolhedora à audição deles.

Por exemplo: optar por aspiradores de pó mais silenciosos ou até mesmo tirar um prato do micro-ondas antes de apitar pode ajudar a prevenir danos. Outra dica é observar como o animal de estimação se comporta perto de certos aparelhos.

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Fonte: Psychology Today, University of Northern Colorado, Inverse