Seu computador pode ajudar na luta contra a COVID-19; descubra como contribuir

Por Fidel Forato | 07 de Maio de 2020 às 23h15
mohamed Hassan/Pixabay

Juntando esforços para combater a pandemia da COVID-19, um projeto sem fronteiras já reuniu mais de 700 mil voluntários para compreender a estrutura do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Apelidado de [email protected], a iniciativa conecta dezenas de milhares de computadores pessoais — muito provavelmente, como o seu — para realizar simulações digitais do vírus em milhões de pequenos pedaços.

Os resultados da pesquisa serão disponibilizados para pesquisadores investigarem drogas mais eficientes contra o coronavírus. Só que para encontrar uma possível cura contra a COVID-19, é necessária uma enorme potência computacional e apenas um computador não seria o suficiente para isso. Atualmente, o supercomputador coletivo do [email protected] já ultrapassou 1,5 exaflop de potência computacional com os seus voluntários.

Voluntários contribuem com pesquisa contra a COVID-19 através de computador pessoal (Foto: reprodução/ Lancenet)

Quem faz?

Desenvolvido dentro da Universidade de Stanford, em outubro de 2000, o projeto é, atualmente, uma das maiores redes de computadores dedicada a encontrar cura para diferentes doenças, como o câncer e a COVID-19. Em comum, os projetos contam com voluntários para executar, de forma remota, simulações a partir das dinâmicas de proteínas em computadores pessoais.

É a partir desses dados que cientistas avaliam a possibilidade de tratamentos específicos para a doença. No caso das pesquisas contra o novo coronavírus, o projeto também envolve parcerias com as empresas Avast, Cisco e Oracle.

Como funciona?

Um dos alvos dessa pesquisa são as proteínas spikes desse vírus — localizadas na membrana exterior, como pregos, é a partir delas que o coronavírus se prende e invade as células saudáveis do corpo humano. Assim, as simulações computacionais são projetadas para modelar sua configuração à medida que seus átomos podem oscilar.

"As proteínas são essas pequenas máquinas moleculares cheias de partes móveis", explica Greg Bowman, professor da Universidade de Washington e diretor do projeto. "Queremos entender todas essas partes móveis, descobrir o que leva ao mau funcionamento e usá-lo para projetar novas terapias."

O mesmo projeto também auxilia pesquisadores a encontrarem as melhores drogas para combater o coronavírus. Para isso, filtram bibliotecas e banco de dados de artigo científicos buscando informações sobre os candidatos a melhor droga, a partir de suas propriedades físicas mais promissoras já estudadas.

Para isso, quem executa o programa partilha parte da potência da sua CPU, do espaço em disco e de banda larga, o que pode deixar a máquina mais lenta. Vale avisar que o usuário também pode controlar quanto e quando dos seus recursos são usados. Evitando possíveis questões de usabilidade, uma opção pode ser liberar o software, somente, durante à noite ou quando não estiver usando o aparelho.

Quem se interessar pelo projeto, pode instalar e executar o software da [email protected] na sua máquina pessoal. Para acessar a página oficial da iniciativa, clique aqui.

Fonte: [email protected], C|Net e Avast

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