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Região do cérebro pode indicar risco de Alzheimer 10 anos antes

Por| Editado por Luciana Zaramela | 24 de Janeiro de 2024 às 09h05

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kjpargeter/freepik
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Um estudo conduzido pela The University of Texas e publicado no periódico Alzheimer's & Dementia: The Journal of the Alzheimer's Association no último dia 26 sugere que uma faixa de tecido cerebral chamada substância cinzenta cortical pode indicar risco da doença degenerativa até 10 anos antes do surgimento dos sintomas. Tudo porque a região fica notavelmente mais fina em pacientes que possuem a condição. 

O estudo contou com 1.500 participantes com 70 a 74 anos de idade. A expectativa dos pesquisadores é que a espessura dessa substância cinzenta cortical possa servir como um marcador para identificar pessoas com alto risco de demência. Se isso acontecer, pode ser uma mudança significativa na forma de lidar com a doença, uma vez que a detecção precoce possibilita uma janela de tempo melhor para intervenções terapêuticas e modificações no estilo de vida.

Na prática, o estudo comparou participantes com e sem demência no momento de duas ressonâncias magnéticas (feitas com 10 anos de intervalo). A ideia era identificar algum padrão que distinguisse de forma confiável aqueles que mais tarde desenvolveram demência, em relação aos demais.

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Os pesquisadores perceberam que a faixa de tecido cerebral mais grossa mostrou relação com melhores resultados e as mais finas com piores resultados, em geral. Mas a própria equipe reconhece que mais estudos são necessários para validar a substância cinzenta cortical como um biomarcador para a doença.

De qualquer forma, a esperança dos pesquisadores é que alcançar uma realidade em que essa faixa pode ser um biomarcador seria útil para desenvolver e avaliar terapias específicas.

Agora, a equipe planeja explorar fatores de risco que podem estar relacionados, como dieta, genética e exposição a poluentes. "Se a espessura não for determinada geneticamente, então existem fatores modificáveis, como dieta e exercícios, que podem influenciá-la”, afirmam os pesquisadores. Anteriormente, um outro estudo apontou que o cérebro revela sinais do Alzheimer muito antes da pessoa chegar ao diagnóstico.

Sintomas do Alzheimer

Nos casos tradicionais da doença, o primeiro sintoma é a perda de memória. Mas em outros casos, como o Alzheimer precoce, em que o paciente adquire a condição em uma idade bem menor em comparação com a maioria, a tendência é  ter outros sintomas, como:

  • Dificuldade de atenção;
  • Menor capacidade de gesticulação com as mãos;
  • Perda de consciência espacial;
  • Altos níveis de ansiedade.

Os especialistas recomendam algumas mudanças comportamentais e de estilo de vida para os pacientes com Alzheimer, como praticar atividades físicas, estimular a capacidade de memória, cuidar da saúde e ter boa alimentação.

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Fonte: Alzheimer's & Dementia, The University of Texas