Qual é a diferença entre composto lácteo e leite em pó?

Qual é a diferença entre composto lácteo e leite em pó?

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 04 de Julho de 2022 às 09h00
Twenty20photos/Envato Elements

Mesmo que o dia esteja corrido, ir ao supermercado demanda um certo grau de atenção, principalmente quando embalagens de produtos muito diferentes são similares. Às vezes, até a cor é a mesma e o que muda é a descrição. Este costuma ser o caso entre o composto lácteo e o leite em pó.

"Existem produtos chamados 'compostos lácteos' que não devem ser confundidos com fórmulas infantis nem com leite de vaca integral", alerta o Guia alimentar para crianças brasileiras menores de dois anos, publicado pelo Ministério da Saúde.

Composto lácteo não deve ser confundido com leite em pó e nem com a fórmula infatil, já que a composição é diferente (Imagem: Magone/Envato)

Para entender as diferenças entre o composto lácteo, o leito em pó e a fórmula infantil, o Canaltech conversou com Luciane Osse, médica nutróloga do Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

Olhe bem para a embalagem!

"Os compostos lácteos vêm com esse nome escrito na frente ou no verso da embalagem. E o fabricante tem que informar no rótulo: 'composto lácteo não é leite em pó' ou 'este produto não é leite em pó'", explica o Guia Alimentar.

Inclusive, a publicação informa que este tipo de produto não é indicado para crianças com menos de dois anos, por causa de sua composição. "Eles não substituem o leite materno e nem as fórmulas infantis", pontua o texto. Apesar disso, as embalagens são muito similares e, como regra, têm um preço menor.

Qual a diferença entre o leite em pó e o composto lácteo?

Para entender a diferença entre os itens, Osse detalha que o leite em pó integral é "o leite de vaca que conhecemos após passar por um processo de desidratação no qual perde a água" e termina na forma de pó. Somente podem ser adicionadas vitaminas e minerais na composição, segundo a legislação brasileira.

Agora, o composto lácteo é um produto em que o leite — obrigatoriamente, é preciso ter pelo menos 51% de leite — é misturado com outros componentes, como fibras, vitaminas, minerais e outros tipos de gorduras. No entanto, a nutróloga explica que podem ser acrescentados também componentes não-lácteos, como açúcares, edulcorantes nutritivos, chocolate, café e frutas. Em resumo, a mistura pode conter açúcar e aditivos alimentares, e também apresentação na forma de pó.

"O composto lácteo deve ser recomendado por especialista pediatra, nutrólogo, médico de família ou nutricionista, pois contém muitos nutrientes que podem ser inapropriados para criança em determinada fase da infância ou até mesmo causar alergias", orienta a médica. O Guia explica que o uso não é recomendado para quem tem menos de dois anos.

E a fórmula infantil?

Existe um terceiro produto que não deve ser confundido nem com o composto lácteo e nem com o leite em pó: a fórmula infantil. São também um tipo de alimento processado, mas "são pensadas e calculadas para a necessidade de bebês em geral até 12 os meses de idade", conta a nutróloga.

"O objetivo aqui é complementar o aleitamento materno ou mesmo substituí-lo, quando necessário. Existem vários tipos de fórmulas, elas são bem balanceadas com relação à quantidade de nutrientes necessários para cada fase de vida dos bebês. Existem também fórmulas bem específicas como aquelas destinadas para objetivos de casos de alergias e intolerâncias", complementa a médica.

Independente das alternativas definidas pelo médico em conjunto com os pais, "a recomendação é, sempre que possível, amamentar com leite materno pelo menos até os primeiros seis meses de idade", completa a especialista sobre a nutrição ideal de bebês.

Fonte: Com informações: Ministério da Saúde    

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