Próteses com sensores aumentam capacidade de locomoção dos usuários

Próteses com sensores aumentam capacidade de locomoção dos usuários

Por Fidel Forato | 07 de Outubro de 2019 às 14h20

Usuários de próteses para membros inferiores costumam apresentar capacidade de locomoção reduzida, por não apresentarem a mesma sensibilidade do corpo humano e dificuldade de adaptação. Pensando nisso, pesquisadores do Swiss Federal Institute of Technology, de Zurique, testaram próteses de perna com sensores conectados ao corpo do paciente, que resultaram em significativa melhora no dia a dia.

Stanisa Raspopovic e sua equipe de Zurique modificaram uma prótese para membros inferiores disponível no mercado, adicionando sensores a uma palmilha no pé e dentro do joelho. Os sinais elétricos dessas regiões eram recebidos pelo corpo através de minúsculos eletrodos, implantados nos nervos da coxa do paciente. Quando o pé tocava o chão ou o joelho se dobrava, esses eletrodos transmitiam sinais para o cérebro e permitia que o indivíduo ajustasse com mais rapidez e precisão o seu caminhar.

Os pesquisadores também descobriram que essa nova prótese ajudou as pessoas a sentirem menos fadiga e dores nos membros conectados, além de aumentar a agilidade dos seus usuários com a aquisição dos sensores. Os participantes experimentaram as pernas enquanto subiam escadas e passavam por obstáculos que não podiam ver. Essas tarefas são extremamente difíceis para as pessoas que usam próteses tradicionais, afirma Raspopovic.

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Os participantes foram capazes de subir e descer escadas uma média de 30% mais rápido quando os sensores estavam ativados. Da mesma forma, eles eram até sete vezes mais propensos a cair sobre um objeto invisível sem a presença dos sensores. Neste mesmo estudo, a equipe de Raspopovic descobriu que os participantes com os olhos vendados sabiam qual parte do pé estava sendo tocada cerca de 90% das vezes.

Como a maioria dos dispositivos disponíveis comercialmente não restauram a sensação do membro amputado, as próteses costumam ser frequentemente abandonadas devido à baixa mobilidade das pessoas ao usá-los. A única percepção dos usuários é a relação entre o soquete e seu corpo.

A tecnologia por trás dos membros protéticos tem avançado rapidamente nos últimos anos. Atualmente, diferentes tipos de próteses controláveis ​​convertem sinais elétricos do cérebro ou do corpo em movimentos no dispositivo, o que é especialmente útil no controle dos movimentos da mão.

Já no Reino Unido, um grupo de pesquisadores desenvolveu uma mão biônica que usa inteligência artificial para agarrar objetos automaticamente, acelerando o tempo necessário para aprender a controlar esses membros artificiais.

Fonte: NewScientist

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