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Prótese biônica promete movimentos e sensações naturais em amputados; veja

Por| Editado por Luciana Zaramela | 02 de Setembro de 2021 às 14h43

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Cleveland Clinic
Cleveland Clinic

Pesquisadores norte-americanos acabam de apresentar os resultados de experimentos com um novo tipo de braço biônico, que promete oferecer mais qualidade de vida a amputados. Com a prótese, a promessa é que os pacientes possam pensar, se comportar e agir como uma pessoa sem amputação. 

Para chegar no resultado, os cientistas combinaram três funções importantes no projeto: controle motor intuitivo, cinestesia de preensão e toque, e sensação intuitiva de abrir e fechar a mão. Com isso, a pessoa consegue mover o braço biônico de uma forma mais intuitiva, ao mesmo tempo em que consegue ter sensações de toque e movimento.

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"Essas descobertas são um passo importante para entregar às pessoas com amputação uma restauração completa da função natural do braço", conta Paul Marasco, professor e líder da pesquisa. A prótese é a primeira que testa as três funções sensoriais e motoras em um braço protético com interface neural, sendo conectado aos nervos do membro perdido. Com isso, os pacientes enviam pulsos nervosos ao cérebro para o movimento.

Nos testes, realizados em duas pessoas com amputações dos membros superiores, foi possível executar tarefas com o mesmo grau de precisão de pessoas não amputadas. "Com o novo membro biônico, as pessoas se comportaram como se tivessem uma mão natural", explica Marasco. "Normalmente, esses comportamentos cerebrais são bem diferentes entre pessoas com e sem próteses do membro superior", completa.

Antes de passarem pelos testes, os participantes passaram por procedimentos de reinervação sensorial e motora para o funcionamento da interface que conecta o cérebro e a máquina. Através da reinervação sensorial direcionada, é gerada a sensação do toque, e com a reinervação motora direcionada, os músculos se comunicam com a prótese para o movimento. Com a ajuda de pequenos robôs nos músculos com receptores sensoriais cinestésicos, os pacientes conseguiram sentir que as mãos e braços estavam se mexendo.

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A pesquisa ainda precisa passar por mais testes, mas os cientistas esperam que a prótese ofereça uma chance para que amputados consigam fazer as tarefas do dia a dia com mais naturalidade, sem pensar que estão usando um braço biônico. Você pode conferir o estudo na revista científica Science Robotics

Fonte: TechXplore