Contratempos: Pfizer corta entregas de doses de vacina pela metade em 2020

Contratempos: Pfizer corta entregas de doses de vacina pela metade em 2020

Por Nathan Vieira | 04 de Dezembro de 2020 às 15h15
Maksim Goncharenok/ Pexels

Em meio a uma corrida pela vacina contra a COVID-19, uma forte componente do páreo é a farmacêutica norte-americana Pfizer. No entanto, nem tudo são flores para a empresa, que tem vivenciado supostos problemas na cadeia de suprimentos que levaram a um corte das projeções para o lançamento da vacina COVID-19. As informações são de fontes internas da farmacêutica, via Business Insider. Mas apesar disso, ela garante que vai entregar, pelo menos aos EUA, país onde foi fundada, o que foi prometido.

O que acontece é o seguinte: logo no mês de julho, a empresa disse que fabricaria 100 milhões de doses mundialmente até do final do ano. No entanto, essa previsão mudou para 50 milhões durante um anúncio realizado em 9 de novembro. A Pfizer demorou a aumentar a produção de matérias-primas porque esperava os resultados de um teste final no mês passado. Essas fontes também disseram que, em ocasiões normais, a empresa costuma esperar para obter os materiais e estabelecer cadeias de abastecimento até que uma vacina seja aprovada. Mas não estamos falando de ocasiões normais, e sim de uma pandemia — então a Pfizer começou a organizar sua cadeia de suprimentos em março, durante o desenvolvimento da vacina.

Mas a Pfizer e a BioNtech (empresa alemã de biotecnologia que está desenvolvendo a vacina como parceira)  afirmam que produzirão 1,3 bilhão de doses até o final de 2021, compensando o déficit deste ano com um aumento na produção. Moncef Slaoui, o conselheiro chefe de supervisão da distribuição da vacina contra COVID-19, disse em meio a uma entrevista que não há mudança no compromisso da vacina da Pfizer com os EUA.

Pfizer enfrenta atrasos e reduziu 50% de suas projeções para a distribuição em 2020, mas garante que vai cumprir acordo com os EUA(Imagem:  Thirdman / Pexels)

Slaoui disse ainda que 20 milhões de americanos seriam imunizados até dezembro, e que trabalhadores de saúde e residentes de lares de idosos receberiam as doses iniciais, enquanto a maioria dos americanos provavelmente terá acesso em meados de 2021. 

Um comitê consultivo independente se reunirá em 10 de dezembro para decidir sobre a recomendação da vacina da Pfizer à Food and Drug Administration dos EUA. No que diz respeito ao Reino Unido, a vacina da Pfizer já foi inclusive autorizada. O país em questão disse em novembro que poderia receber 10 milhões de doses da vacina até o final do ano, mas a expectativa agora será de quatro a cinco milhões.

Fonte:  Business Insider

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