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Operadoras oferecem gratuitamente “mapa de calor” da COVID-19 para prefeituras

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Embora ainda seja motivo de discussão sobre privacidade no governo brasileiro, as operadoras vêm traçando um “mapa de calor” com o uso de geolocalização de dispositivos móveis, com o objetivo de mostrar quais áreas contam com maior deslocamento de pessoas durante o período em que o confinamento é o mais recomendado no combate ao avanço do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no país. De acordo com o sindicato que representa as empresas, SindiTelebrasil, essa ferramenta será distribuída gratuitamente para as administrações municipais de cidades com mais de 500 mil habitantes.

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As prefeituras que quiserem utilizar as informações anônimas dos telefones celulares como estratégia de prevenção poderão ter os sistemas à disposição mediante assinatura de termos de responsabilidade e cooperação técnica. A cessão da plataforma para cidades mais populosas acontece para permitir uma amostra maior de como tem funcionado o fluxo de pessoas em todo o país. O governo de São Paulo e a prefeitura do Rio de Janeiro foram os primeiros a fechar acordo para o uso dessas informações, que cruzam rastreamento de dispositivos com chips da Oi, TIM, Claro e Vivo.

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Sobre o risco de vazamento de dados sensíveis ou de informações que os usuários não queiram, o SindiTelebrasil afirma que, da forma como os dados estão disponíveis, não há risco de quebra de sigilo pessoal, pois esse conteúdo é fornecido de maneira criptografada e agregada, sob a forma de estatísticas das ERBs (estações radiobase) — o que impediria até mesmo as empresas de consultar detalhes.

Vale destacar que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já se mostrou favorável ao uso do “mapa de calor” e aprovou as medidas de proteção da privacidade, contudo, o governo federal o uso mais amplo com uma plataforma própria. Isso não impede, porém, que as administrações municipais e estaduais usem essa solução.

Fonte: TeleSíntese