Operadoras oferecem gratuitamente “mapa de calor” da COVID-19 para prefeituras

Por Claudio Yuge | 23 de Abril de 2020 às 21h40
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Embora ainda seja motivo de discussão sobre privacidade no governo brasileiro, as operadoras vêm traçando um “mapa de calor” com o uso de geolocalização de dispositivos móveis, com o objetivo de mostrar quais áreas contam com maior deslocamento de pessoas durante o período em que o confinamento é o mais recomendado no combate ao avanço do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no país. De acordo com o sindicato que representa as empresas, SindiTelebrasil, essa ferramenta será distribuída gratuitamente para as administrações municipais de cidades com mais de 500 mil habitantes.

As prefeituras que quiserem utilizar as informações anônimas dos telefones celulares como estratégia de prevenção poderão ter os sistemas à disposição mediante assinatura de termos de responsabilidade e cooperação técnica. A cessão da plataforma para cidades mais populosas acontece para permitir uma amostra maior de como tem funcionado o fluxo de pessoas em todo o país. O governo de São Paulo e a prefeitura do Rio de Janeiro foram os primeiros a fechar acordo para o uso dessas informações, que cruzam rastreamento de dispositivos com chips da Oi, TIM, Claro e Vivo.

São Paulo já aderiu ao mapa de calor para medir o deslocamento de pessoas
(Reprodução/Roberto Parizotti — Fotos Públicas)

Sobre o risco de vazamento de dados sensíveis ou de informações que os usuários não queiram, o SindiTelebrasil afirma que, da forma como os dados estão disponíveis, não há risco de quebra de sigilo pessoal, pois esse conteúdo é fornecido de maneira criptografada e agregada, sob a forma de estatísticas das ERBs (estações radiobase) — o que impediria até mesmo as empresas de consultar detalhes.

Vale destacar que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já se mostrou favorável ao uso do “mapa de calor” e aprovou as medidas de proteção da privacidade, contudo, o governo federal o uso mais amplo com uma plataforma própria. Isso não impede, porém, que as administrações municipais e estaduais usem essa solução.

Fonte: TeleSíntese  

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