Ômicron não será a última variante do coronavírus; o que esperar das próximas?

Ômicron não será a última variante do coronavírus; o que esperar das próximas?

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 13 de Janeiro de 2022 às 17h30
IciakPhotos/envato

A Ômicron não vai ser a última variante da covid-19. Desde seu surgimento, a cepa tem trazido preocupações à comunidade científica por conta de sua alta transmissibilidade e protagonizado uma série de especulações. Especialistas apresentam olhares diferentes do que a cepa, também conhecida como B.1.1.529, significa para o futuro da pandemia.

De acordo com a Organização Mundial da Sáude (OMS), com tanta gente ainda não vacinada pelo mundo, ainda há muitas oportunidades para que o vírus se espalhe e gere novas variantes. “Esperamos que isso não aconteça, mas no momento não estamos com vacinação suficiente para ajudar a reduzir o surgimento de variantes”, afirmou o Dr. Michael Ryan, diretor executivo do departamento de emergências de saúde da OMS.

Enquanto isso, Kartik Chandran (professor do Albert Einstein College of Medicine, dos EUA) disse em entrevista ao portal norte-americano Live Science que não seria uma surpresa se uma nova variante de preocupação do coronavírus surgisse ainda este ano, embora seja difícil prever com que rapidez essa cepa se espalharia e quão grave seria a sua infecção.

“Não há razão para acreditar que o vírus ficou sem espaço, geneticamente. Acredito que veremos mais variantes", apontou o professor. No entanto, é importante entender que nem todas as novas variantes sobressaem entre si, e a sucessora da Ômicron poderia ser menos grave, ainda que tenha mais transmissibilidade. Na verdade, é justamente essa a comparação entre Ômicron e Delta.

Ômicron indica o fim da pandemia?

Segundo especialistas, Ômicron provavelmente não vai ser a última variante do coronavírus que veremos por aí (Imagem: fernando zhiminaicela/Pixabay)

Por outro lado, alguns especialistas enxergam o surgimento da variante Ômicron como o início de uma possibilidade: a covid-19 reduzida a uma doença endêmica, circulando em menor escala ou de maneira sazonal, como a gripe. Os cientistas apontam que o que pode acontecer no futuro é o surgimento de uma nova variante mais branda, e a longo prazo a doença se tornaria menos severa, semelhante ao resfriado comum.

Fonte: Live Science, Devex

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