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O segredo por trás da mulher que viveu 117 anos

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Arxiu Branyas Morera/Wikimedia Commons
Arxiu Branyas Morera/Wikimedia Commons

Qual o segredo da mulher que viveu 117 anos? A norte-americana Maria Branyas Morera ganhou o título de pessoa mais velha do mundo em janeiro de 2023, reconhecida pelo Guinness World Records.  Ela atravessou momentos históricos marcantes, incluindo a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, a pandemia de gripe de 1918 e a Covid-19, da qual se recuperou sem complicações em 2020.

Quando questionada sobre seu segredo para uma vida longa, ela atribuiu à "sorte e boa genética", além de manter uma rotina tranquila e evitar preocupações.

O segredo da longevidade

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No entanto, o segredo vai muito além disso. Um estudo conduzido pela Universidade de Barcelona analisou seu DNA e microbioma e revelou que seus genes desempenharam um papel essencial na manutenção de suas células como se fossem 17 anos mais jovens do que sua idade real.

Além disso, sua microbiota intestinal se assemelhava à de uma criança, contribuindo para sua saúde e vitalidade. A diversidade de bactérias benéficas presentes em seu intestino ajudava a fortalecer seu sistema imunológico, reduzir inflamações e otimizar a absorção de nutrientes essenciais.

Essa composição microbiológica pode ter sido influenciada por sua dieta equilibrada e estilo de vida saudável, reforçando a importância de hábitos alimentares na preservação da saúde e no aumento da longevidade.

A influência da microbiota na longevidade

A microbiota intestinal é composta por trilhões de microrganismos que desempenham um papel crucial na digestão, na imunidade e na regulação inflamatória do organismo. Uma microbiota equilibrada pode retardar o envelhecimento e reduzir o risco de doenças crônicas.

Maria Branyas seguia uma dieta mediterrânea, rica em frutas, vegetais, azeite de oliva e laticínios fermentados, como iogurte, que favorecem a proliferação de bactérias benéficas no intestino. Esse hábito alimentar pode ter sido determinante para sua saúde prolongada. Um estudo publicado na eLife diz que essa dieta rejuvenesce o cérebro em até 9 meses.

Além da alimentação, outros fatores também contribuem para uma microbiota saudável, como evitar estresse excessivo, praticar atividades físicas regularmente e manter interação social. Essas práticas, aliadas a uma predisposição genética favorável, ajudaram Maria a manter sua lucidez e bem-estar até seus últimos dias.

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Assim como a mulher que viveu 117 anos, outros centenários atraem a ciência, já que há uma busca incessante pelo segredo de longevidade. É o que a USP quer fazer, por exemplo: entender como esses idosos saudáveis fazem para ter uma vida tão longa. 

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Fonte: The Guardian