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O que significam as diferentes cores de mofo encontradas em casa?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 13 de Julho de 2023 às 18h02

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Nancy Hughes/Unsplash
Nancy Hughes/Unsplash

Você já deve ter jogado algum alimento fora, após um longo período esquecido na geladeira ou em um armário escuro. Passados alguns dias ou semanas, diferentes tipos de mofo, com cores diversas, como preto, azul, verde, amarelo, branco ou mesmo vermelho, podem se desenvolver em um pão de forma ou em uma laranja.

Na maioria das vezes, nem desconfiamos do nome específico daquele mofo — um tipo de fungo que não forma estruturas iguais às dos cogumelos. Dependendo da região, a expressão mofo ainda pode ser substituída por bolor. Independente das variações de cores e das espécies, um alimento com mofo nunca deve ser consumido por causa das hifas, como o Canaltech já explicou.

Na natureza ou em nossas casas, existem pelo menos seis cores mais comuns de mofo, De forma geral, cada cor é associada a uma espécie ou gênero específico, como aponta Michael Taylor, cientista e professor da Flinders University, na Austrália, em artigo para a plataforma The Conversation.

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A seguir, descubra o que significa cada cor de mofo:

1. Mofo azul

Bastante comum nos alimentos esquecidos na geladeira, o mofo azul ou azulado pode ser encontrado em frutas, como na laranja. O interessante é que este tipo de fungo é do gênero Penicillium, o mesmo usado na produção da penicilina (o primeiro antibiótico produzido pela humanidade) e na produção de queijos do tipo gorgonzola.

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Infelizmente, os que surgem dentro de casa são considerados as “ervas daninhas” do reino fúngico, sem valor medicinal ou nutricional.

2. Mofo verde

O mofo verde também tende a ser bastante comum nos alimentos, como pães e bolos, e geralmente pertence a um grupo de fungos chamado Aspergillus. “Sob o microscópio, eles se parecem mais com o topo inchado de um dente-de-leão sem sementes”, detalha Taylor.

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Na natureza e em nossas casas, são tão onipresentes quanto os do gênero Penicillium. Inclusive, não estão exclusivamente em alimentos, podendo se proliferar até em paredes.

3. Mofo vermelho

Outro tipo conhecido por contaminar alimentos, o gênero Neurospora se espalha de modo a deixar a superfície avermelhada. Na ciência, é bastante utilizado no estudo da genética e da evolução.

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Além dele, mais um tipo de mofo é associado com a cor vermelha, o gênero Fusarium. Só que este é mais comum em plantações, como a de cana-de-açúcar, onde é conhecido por desencadear a doença da podridão vermelha. Pode também se espalhar por plantações ou casas, onde é igualmente tóxico.

4. Mofo amarelo ou marrom

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Embora prevaleça o conceito de que o bolor só cresce no escuro, esta não é necessariamente uma verdade. Alguns tipos de mofo, como o amarelo, laranja ou mesmo marrom escuro, precisam da exposição à luz ultravioleta, parte da luz solar, para crescer.

Estes são os casos dos fungos pertencentes aos gêneros Stemphylium e Epicoccum. O aparecimento tende a ser mais comum em materiais compostos por fibras naturais, como juta e cânhamo, e estão presentes em plantações.

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5. Mofo preto

O mofo preto, também conhecido como mofo preto tóxico, costuma se desenvolver em casas, quando há problemas com a umidade em paredes ou no teto. Entre eles, o mais comum é o Stachybotrys chartarum. Em algumas pessoas, pode intensificar problemas respiratórios ou mesmo desencadear quadros de asma.

No entanto, outro tipo de mofo preto, este bem menos perigoso à saúde, pode ser comumente encontrado na argamassa branca dos pisos ou azulejos do chuveiro. Este é um fungo do gênero Aureobasidium, que costuma ser pegajoso e viscoso.

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6. Mofo branco

Por fim, há também o mofo branco (não pigmentado), que tende a lembrar uma "pequena" árvore brilhante enquanto cresce. Na maioria das vezes, se desenvolve a partir dos cadáveres de mariposas e cigarras, como a espécie Isaria farinosa.

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Diferente dos insetos, este tipo de bolor não apresenta grande perigo aos humanos e nem costuma configurar na lista dos mais comuns dentro de casa.

Fonte: The Conversation