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O que acontece se uma pessoa beber água salgada?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 12 de Julho de 2022 às 09h00

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 YouraPechkin/Envato
YouraPechkin/Envato

Já é senso comum a informação de que a água do mar é imprópria para consumo. Mas você já parou para pensar no por quê? O que acontece, afinal, se uma pessoa beber água salgada? Acontece que os rins de um ser humano são incapazes de administrar essa alta quantidade de sal.

A National Oceanic and Atmospheric Administration afirma que a salinidade da água do mar é muito alta para os humanos processarem com segurança, pois as células precisam de água em uma forma relativamente pura. O mesmo não acontece necessariamente com os animais: em muitas espécies os rins filtram as impurezas da água.

Na prática, os rins dissolvem as impurezas no excesso de água, que é então enviada para a bexiga para ser eliminada. Entretanto, os rins só podem produzir urina menos salgada que o nosso sangue, e a água salgada contém mais de três vezes a quantidade de sal do que o sangue humano. Isso quer dizer que a água salgada é incapaz de saciar a sede. Pelo contrário: deixa com mais sede ainda.

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Animais podem beber água salgada?

Alguns animais são adaptados para beber água salgada com segurança. É o caso de aves como albatrozes, gaivotas e pinguins, que podem passar semanas em mar aberto, sem água doce. Elas têm glândulas em seus bicos que filtram o excesso de sal da água ingerida antes que ela atinja o estômago e seja absorvida no sangue.

Mas a característica não é exclusiva das aves: alguns mamíferos, como baleias, golfinhos e focas também desenvolveram adaptações que permitem a ingestão de água salgada sem que lhes faça mal, eliminando o excesso de sal de seus organismos.

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Os cientistas teorizam que a maioria de nossos ancestrais não foi exposta à água salgada, sejam animais em geral, primatas ou insetívoros. Com isso, a seleção natural aperfeiçoou o processamento de água sem sal, e nossa fisiologia não pôde lidar com a água do mar da mesma forma que essas outras espécies que evoluíram sempre cercadas pelo oceano.

Fonte: Audubon, National Oceanic and Atmospheric Administration via Live Science