No Brasil, pessoas estão adiando 2ª dose para "escolher" outra vacina

No Brasil, pessoas estão adiando 2ª dose para "escolher" outra vacina

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 26 de Junho de 2021 às 07h00
rawf8/envato

A vacinação contra a COVID-19 está avançando no Brasil, e um número cada vez maior de pessoas sente no braço pelo menos a primeira dose da vacina. No entanto, algo tem preocupado o Ministério da Saúde e os especialistas: algumas pessoas estão adiando a segunda dose para escolher o imunizante.

No entanto, ainda há escassez de vacinas no Brasil, e a recomendação das autoridades de saúde é que a população deve tomar a vacina disponível naquele momento. Segundo a pasta, aproximadamente 600 mil pessoas não apareceram para receber a segunda dose da vacina Covishield, da AstraZeneca/Oxford, o que representa 15% do total de vacinados com a primeira dose do imunizante. 

(Imagem: erika8213/envato)

O Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro relatou casos de rejeição do imunizante da AstraZeneca, por receio dos efeitos colaterais. Do ponto de vista dos especialistas, efeitos colaterais são comuns e não diminuem o efeito contra a doença que tem preocupado tanto a população mundial. “As reações adversas com a vacina da AstraZeneca ocorrem predominantemente na primeira dose. Quem tem receio de tomar a segunda dose, lembre-se que ela está muito menos relacionada a reações", apontam os especialistas. Tais efeitos considerados comuns variam entre dores musculares, dor no local da injeção, diarreia, dor de cabeça e febre.

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Trombose é evento adverso raro

Outra causa de receio em relação ao imunizante da AstraZeneca está relacionada à formação de coágulos, ou trombose. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta como "extremamente raro" esse risco. A aplicação da vacina da AstraZeneca até chegou a ser suspensa em vários países da Europa sob a suspeita de provocar coágulos sanguíneos, e nesta sexta (25), a Anvisa reconheceu que tais eventos com as vacinas da AstraZeneca e da Janssen podem ocorrer em raríssimas ocasiões, mas defende que é muito mais benéfico continuar a vacinação do que temer os imunizantes.

O Canaltech já chegou a tirar todas as dúvidas da Covishield com um infectologista. 

Fonte: CNN

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