Mesmo sendo menos eficazes, máscaras cirúrgicas passam no teste de proteção

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 10 de Junho de 2021 às 12h30
Nataljusja/Envato

Já estamos há mais de um ano vivendo em uma pandemia, e o uso de máscaras se tornou algo comum, principalmente por ser obrigatório na maioria dos locais. Para comprovar de uma vez por todas que o equipamento de proteção é, de fato, eficaz para barrar a entrada do coronavírus em nosso organismo, cientistas da Universidade da Califórnia realizaram um novo estudo sobre o tema.

A pesquisa mostrou que a proteção do rosto pode reduzir o fluxo de partículas aéreas que são produzidas durante a respiração, fala, tosses e espirros, e que carregam vírus, como o próprio SARS-CoV-2. Os efeitos são positivos mesmo que a pessoa não use a máscara mais eficiente — as que são classificadas aqui no Brasil como PFF2. Para chegar a essas conclusões, cientistas estudaram máscaras cirúrgicas, que acabam contando com alguns espaços nas laterais, reduzindo a proteção.

Imagem: Reprodução/ckstockphoto/Envato

Os cientistas avaliaram as partículas que saíam desses espaços pedindo que voluntários sentassem em frente  a um instrumento que consegue contar as partículas transportadas pelo ar e que medem até meio mícron. Então, essas 12 pessoas precisaram ler em voz alta ou tossir, sem usar nenhuma proteção ou usando máscara cirúrgica, que acaba deixando o ar escapar nas bordas.

Eles descobriram, então, que essas máscaras simples reduziram a emissão de partículas em uma média de 93%, sendo uma redução de 91% na parte inferior, 85% nas laterais e 47% na superior. Os totais da eficiência geral ficaram, então, em cerca de 70% para a fala e 90% para a tosse. Sendo assim, mesmo que as máscaras cirúrgicas não sejam a melhor opção para conter o coronavírus, elas ainda fornecem uma redução significativa de infecção por meio de partículas expiratórias. 

Vale reforçar, no entanto, que no momento atual da pandemia e com o surgimento de novas variantes, a recomendação é que as pessoas continuem preferindo usar as máscaras PFF2, que oferecem uma vedação mais segura.

Você pode conferir o estudo completo na revista científica Scientific Reports.

Fonte: Futurity

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