Grávidas que tomaram AstraZeneca terão 2ª dose da Pfizer no RJ

Grávidas que tomaram AstraZeneca terão 2ª dose da Pfizer no RJ

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 02 de Julho de 2021 às 10h10
Freestocks/Pexels

Na campanha de vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro compartilhou novas orientações para a imunização de gestantes e mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias. Agora, esses indivíduos que receberam a primeira dose da vacina Covishield (AstraZeneca/Oxford) poderão completar o esquema vacinal com a segunda dose da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19.

No dia 11 de maio, o Ministério da Saúde suspendeu o uso nacional do imunizante de Oxford/AstraZeneca em gestantes e puérperas, após orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o secretário de Saúde do RJ, Alexandre Chieppe, a nova decisão foi tomada pela equipe técnica da secretaria em acordo com os municípios.

Grávidas poderão receber a segunda dose da vacina da Pfizer/BioNTech no Rio de Janeiro (Imagem: Reprodução/Djoronimo/Envato)

Como a segunda dose de ambos imunizantes — Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford — é somente aplicada depois 12 semanas, a nova orientação valerá para todas as mulheres, dentro das condições estabelecidas, que continuem com a vacinação contra a COVID-19 no estado do Rio de Janeiro.

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Entenda a mudança na orientação para grávidas

De maneira geral, vacinas feitas de vírus vivos, como é o caso do imunizante da fórmula da AstraZeneca/Oxford, não são indicadas para gestantes. No entanto, como já explicou a Anvisa e consta na bula dos produtos, o uso pode ser discutido com um profissional de saúde responsável. Afinal, no cenário da pandemia da COVID-19, é preciso ponderar os riscos. Só que, oficialmente, as autoridades de saúde brasileiras não indicam mais essa possibilidade.

A restrição do uso ocorreu após o registro de um caso de óbito de gestante que recebeu a vacina no estado do Rio de Janeiro, em maio deste ano. Vale ressaltar que tanto para a fórmula da Pfizer/BioNTech quanto para a CoronaVac não há esse risco específico, já que ambas adotam tecnologias diferentes para imunizar e sensibilizar o organismo contra o coronavírus.

“A decisão do uso da vacina Pfizer para completar o esquema vacinal de grávidas e puérperas foi pactuada com o Cosems [Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro] e aprovada pelo grupo de apoio técnico da Secretaria de Saúde, formado por infectologistas e epidemiologistas. É preciso que essas mulheres busquem os postos de vacinação, no prazo orientado, pois a imunização só se faz efetiva com as duas doses, como indicam os estudos”, completou Chieppe.

Para acessar a bula completa da vacina Covishield, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, clique aqui.

Fonte: Agência Brasil   

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