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Gene pode ser indicador de Alzheimer em mulheres, diz estudo

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Peggy und Marco Lachmann-Anke/Pixabay
Peggy und Marco Lachmann-Anke/Pixabay

Risco de Alzheimer em mulheres parece ser maior na presença de um gene, o MGMT, segundo cientistas norte-americanos. A relação da atividade gênica com a incidência da doença neurodegenerativa em homens ainda deve ser melhor investigada, já que quase todas as pessoas inscritas no estudo eram mulheres. No total, foram mais de 10,3 mil voluntárias.

Publicado na revista científica The Journal of the Alzheimer's Association, o estudo sobre o gene e o aumento do risco de Alzheimer em mulheres foi liderado por pesquisadores da Universidade de Chicago e da Escola de Medicina da Universidade de Boston, ambas nos Estados Unidos.

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Estudo sobre o risco aumentado em mulheres

"Esta é uma das poucas e, talvez, as associações mais fortes de um fator de risco genético para a doença de Alzheimer, que é específico para as mulheres", explica a cientista Lindsay Farrer, autora sênior do estudo e professora da Universidade de Boston.

Após analisar os dados disponíveis, a equipe de cientistas descobriu que a expressão gênica do MGMT — que atua na reparação de danos no DNA — está significativamente associada ao desenvolvimento das proteínas beta-amiloide e tau, especialmente em mulheres. As duas proteínas são entendidas como importantes marcadores da doença, quando concentradas no cérebro.

“Esta descoberta é particularmente robusta, porque foi confirmada independentemente em duas populações distintas, usando abordagens diferentes”, acrescenta Farrer. Aqui, vale explicar que as voluntárias do estudo foram recrutadas em duas populações diferentes: os inscritos do Alzheimer's Disease Genetics Consortium (ADGC) e pessoas que se identificam como huteritas.

Anteriormente, a ciência já descobriu algumas variantes genéticas que aumentam o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Entre eles, o mais conhecido — para pessoas com mais de 65 anos — é o alelo APOE 4. No entanto, este não é o único marcador da doença neurodegenerativa e, conforme as pesquisas avançam, melhor deve ser a compreensão da medicina sobre as suas origens e riscos.

Fonte: The Journal of the Alzheimer’s Association e Boston University